Uma descoberta muito agradável e interessante: o Museu Clemenceau!
Este é um local histórico parisiense pouco conhecido que merece ser mais divulgado.
Foi aqui que Georges Clemenceau viveu de 1896 até sua morte, em 24 de novembro de 1929, e desde então, nada mudou! É isso que torna o museu tão encantador.
No térreo, encontra-se seu (pequeno) apartamento de quatro cômodos com um jardim anexo (é incrível pensar que, na época, esse membro da classe média ainda tinha um mordomo, um cozinheiro e um motorista à sua disposição). E no primeiro andar, uma exposição permanente reconta claramente as principais etapas da vida do Tigre em um estilo "sua vida, sua obra", destacando suas carreiras como jornalista, político, colecionador (com grande interesse pelo Japão e pela Grécia Antiga), artista e escritor.
Um tanto hagiográfico ao passar por seus aspectos mais sombrios (o caso Panamá, a participação em fura-greves, a violência e a repressão das lutas sociais, o desentendimento com Jules Ferry, Gambetta ou Jaurès, a prisão de sua esposa por adultério e, posteriormente, sua expulsão para os Estados Unidos como estrangeira condenada por um delito comum, com uma passagem de terceira classe, conseguindo que ela perdesse a guarda dos filhos e a nacionalidade francesa...), mas essa é a regra do gênero nesse tipo de museu.