Este é o único portão remanescente dos três que cercavam o bairro das Canonrias entre os séculos XII e XVI. Os portões eram fechados à noite, e a entrada era proibida para mulheres jovens e bonitas, pois os cônegos da Catedral Velha residiam nessa área.
A Catedral Velha, localizada no que hoje são os jardins do Alcázar, sofreu graves danos durante a Revolta dos Comuneros em 1520. Poucos anos depois, em 1525, o rei Carlos I ordenou a construção da nova catedral gótica, a que podemos ver hoje ao lado da Plaza Mayor.
O Portão do Claustro também sofreu grandes danos durante a Revolta dos Comuneros, e um portão semelhante foi construído anos mais tarde. Alguns vestígios de serigrafias renascentistas do século XVI ainda podem ser vistos em sua parede. O aqueduto passa sob a rua Marqués del Arco, nas proximidades, de modo que os cônegos que viviam nessas casas tinham água corrente, um verdadeiro luxo na Idade Média.
O portão localizado na rua Velarde é atualmente um arco semicircular sem portal, completamente aberto para a rua. Acima do arco, emoldurado por duas colunas, encontra-se um nicho com uma pequena escultura da Pietà, a Virgem Maria com o corpo reclinado de Cristo, uma cópia de uma escultura encontrada na catedral.
O portão ao lado é mais recente, datando do início do século XX, e construído em estilo neorromânico.
Através deste antigo portão, chega-se ao Palácio Alcázar, que oferece vistas impressionantes da área de Fuencisla, incluindo o Convento de San Juan e a Igreja de Vera Cruz.
O Bairro dos Cônegos é um dos exemplos mais importantes e bem preservados da arquitetura civil românica na Europa. É um prazer passear por estas ruas a caminho do Alcázar, rodeado por antigas casas medievais com belas portas.