Se quiser saber mais, continue lendo: A Cádiz medieval era uma cidade completamente fortificada, que o Rei Afonso X, o Sábio, ordenou que fosse reconstruída devido à sua importância estratégica. O recinto amuralhado tinha apenas três seções de muralhas, já que o quarto lado era defendido pelo penhasco com vista para o mar. Três portas davam acesso à cidade em cada um dos três lados amuralhados: a Puerta de la Villa ou Puerta del Mar, atualmente conhecida como Arco del Pópulo, a Puerta del Arrecife ou Arco de los Blanco, e a Puerta de Poniente ou Arco de la Rosa.
As muralhas medievais de Cádiz cercavam toda a cidade naquela época e, ao longo dos séculos, foram absorvidas, juntamente com o Castillo de la Villa ou Castillo Viejo, por edifícios à medida que a cidade se expandia para além de seus limites.
A cidade de Cádiz era tradicionalmente palco de cercos e batalhas. Forças inglesas, holandesas e francesas estavam posicionadas diante de suas muralhas. Por esse motivo, Cádiz teve que ser fortificada desde muito cedo, criando uma série de muralhas que, em última análise, conferiram à cidade uma aparência bastante distinta.
Ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII, Cádiz foi gradualmente cercada por uma muralha defensiva de bastiões, maior e mais poderosa (cujo traçado deixava a muralha medieval em seu interior, desconectada da nova muralha e sem qualquer função defensiva), enfatizando ainda mais a aparência insular da cidade.
No centro populacional original, o atual bairro do Pópulo, ainda se conservam as três portas de acesso à muralha medieval: o Arco do Pópulo, o Arco da Rosa (voltado para a Praça da Catedral, conserva a mata-mata defensiva externa) e o Arco Branco (que preserva vestígios das muralhas adjacentes e foi recentemente restaurado e ampliado).
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Fonte: IAPH