A St Giles’ Cathedral é um dos símbolos de Edimburgo e o principal templo do presbiterianismo na Escócia. Com sua torre coroada por um pináculo em forma de coroa real, é impossível passar pela Royal Mile sem notar essa igreja imponente. Lá dentro, a luz atravessa vitrais coloridos, iluminando detalhes esculpidos que contam parte da história da cidade e do país.
História
O local começou como um pequeno santuário no século XII, dedicado a São Gil (St Giles), padroeiro dos leprosos. Ao longo dos séculos, passou por reformas, incêndios e ampliações, especialmente no período da Reforma Escocesa no século XVI, quando se tornou um importante centro do movimento presbiteriano liderado por John Knox. A famosa "coroa" no topo da torre foi adicionada no século XV.
Em horário de culto não se pode visitar a catedral e há um cartaz indicando o horário em que será permitida a visitação. Então, próximo ao horário em que ela será aberta ao público, vai se formando uma aglomeração na entrada. Fui aí exatamente nesse momento e confesso que cheguei a ter vontade de desistir. Mas fiquei e foi uma ótima decisão. Depois que os fiéis deixaram a catedral, um tapaz veio até a porta e convidou a pequena multidão a entrar. E ele fez isso de forma muito simpática e acolhedora (isso é um comportamento comum nos templos presbiterianos) - conversava com os turistas, sorria. A visita, então, depois da espera, começou com essas boas-vindas. O interior é muito mais imponente do que a parte externa e, embora seja uma típica catedral gótica, existe aí um certo ar especial - há algo "vivo", que, se somos receptivos, podemos sentir.
A riqueza de detalhes desse lugar não deixa a desejar em nada, quando comparamos com as igrejas da Espanha e Itália. Incrível!
Vale a pena e recomendo entrar na sala da corte, onde eram feitos os julgamento. A direita, no final da sala principal.