Livingstone – Guia para visitar Livingstone: 9 atrações principais

Visitar Livingstone é descobrir uma das cidades mais emblemáticas da África Austral e uma das principais portas de entrada para as espetaculares Cataratas Vitória. Situada às margens do rio Zambeze, na fronteira entre Zimbábue e Zâmbia, a cidade combina natureza, aventura e história em um só destino. Entre cruzeiros ao pôr do sol, safáris, experiências culturais e vistas inesquecíveis das cataratas, Livingstone oferece muito mais do que uma simples parada para conhecer uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo.

Ficha Técnica de Livingstone

Livingstone foi fundada durante a colonização britânica e recebeu esse nome em homenagem ao explorador e missionário britânico David Livingstone, que “redescobriu” as Cataratas Vitória em 1855 para o mundo ocidental. A cidade cresceu como ponto de apoio para expedições e turismo, especialmente depois da abertura de rotas de transporte (ferrovia/ponte/estradas) ligando à região das cataratas, o que facilitou o acesso e trouxe mais visitantes.

População (2022): 140.000 habitantes

Área: 695 km2

Quando fomos: Março

Temperatura média na época: de 27 a 30 graus de dia

Quanto tempo ficamos: 1 dia

Família em Livingstone - Magu Mathias

Mapa das principais atrações de Livingstone

Antes de mais nada, encontrei esse mapinha que dá uma ideia pra quem quer visitar Livingstone de onde ficam as principais atrações na fronteira com Victoria Falls (no Zimbábue).

A fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue

Pode ser que você tenha vindo para Livingstone via aeroporto direto, como seu destino final/principal. No entanto, são grandes as chances que você também querer visitar esse lado das Victoria Falls tendo chegado pelo “lado de lá”, ou seja, do Zimbábue. Ou, então, uma terceira possibilidade: você até chegou pela Zâmbia, mas tá doido pra dar um pulinho ali do outro lado e conhecer outro país. Nestes casos, vou deixar uma dica e um alerta de quem já foi até lá e verificou como tudo acontece.

Dica para atravessar a fronteira Zâmbia-Zimbábue

Visitantes dos países listados como CATEGORIA B (onde está o Brasil, por exemplo) não precisam solicitar visto antes de viajar, mas deverão pagar e obter o visto ao entrar na Zâmbia. Ele custa cerca de U$ 30 para entrada única, ou U$ 45 para entrada dupla (caso você planeje ir até o Zimbábue e voltar, por exemplo).

É aqui que entra o KAZA UNIVISA, que oferece a conveniência para viajantes que exploram os países que fazem parte da Área de Conservação Transfronteiriça da África Austral (que também inclui Angola, Botsuana e Namíbia). Este visto é válido por um período específico de 1 mês e você pode tanto fazer todo o processo antecipadamente pelo site oficial, como fazer tudo lá na chegada a alguns postos específicos (que você pode verificar no site oficial).

Nós fizemos o processo todo online, preenchendo (muitas) informações e enviando comprovantes de tudo que eles pediam. Poderíamos até ter feito o pagamento online (o que eu recomendo!), mas deixamos pra pagar lá na hora (o que gerou um leve caos, porque só aceitavam em dinheiro vivo e tivemos que nos separar pro Tiago ir sacar dinheiro FORA do aeroporto). De qualquer forma, chegando lá, você vai receber este visto no passaporte e pronto: poderá atravessar quantas vezes quiser entre os dois países!

DETALHE: Caso você optasse por conseguir os vistos separados pra Zâmbia e pro Zimbábue pra visitar os dois lados das Victoria Falls, você pagaria U$ 45 EM CADA LADO, ou seja, U$ 90 por pessoa. Com o KAZA UNIVISA, o valor sairia por U$ 65 (de nada!).

Alerta para quem quiser cruzar a fronteira Zâmbia-Zimbábue

Caso você esteja sozinho e, principalmente, se for mulher, saiba que a travessia da ponte não é muito convidativa. Além de não ter nenhuma estrutura turística (apoio policial, etc), você será abordada por diversos moradores locais te pedindo dinheiro, comida, vendendo de tudo, ou insistindo pra ser seu guia. Chega a ser incômodo.

Alternativamente, você pode contratar um transfer via agências locais de turismo (dos dois países) pra que eles te peguem na sua acomodação e cruzem com você pro outro lado. Ou então, você pode acertar ali na ponte mesmo, assim que sair da imigração do país de “origem”, um transporte com a empresa de táxi que atua somente no trecho da Victoria Falls Bridge. Provavelmente, algum local irá se aproximar de você assim que você tiver seu passaporte carimbado para deixar aquele país e vai te oferecer o transporte. Vai custar algo entre U$ 5 e U$ 10 (mais provável ser 10!).

Travessia da Fronteira Zambia Zimbabue - Magu Mathias

Nossa experiência cruzando a fronteira entre Zâmbia e Zimbábue a pé

Nós fomos e voltamos a pé. Com duas crianças pequenas (nossa base era o Zimbábue). São 1,8 km de estrada asfaltada, mas lotada caminhoneiros e locais oferecendo de tudo (e pedindo de tudo). Na ida (Zimbábue-Zâmbia), não temos reclamações além do calor, mesmo sendo acompanhados pelo simpático “Tomato” (como ele se apresentou) por todo o trajeto. Claro que ele pediu de tudo no final, mas a gente só agradeceu a companhia e deu tudo certo.

O problema foi na volta (Zâmbia-Zimbábue), quando um moço deixou um beco onde estava com um companheiro cheirando “algo numa lata” (minha preocupação começou aí) e insistiu que nos acompanharia. Um pouco rude e exasperado.

Enfim, no meio do caminho, no lugar mais deserto, ele disse que a gente deveria dar tudo que pudéssemo pra ele. As meninas estavam com a gente, mas não notaram nada, porque mantivemos a calma. Ele era tão magro, e estava tão zonzo, que dava dó, mas eu respondi muito firme dizendo que era vergonhoso ele fazer isso quando estávamos com duas crianças visitando o país dele. E o Tiago, claro, falou que se ele tentasse algo, não hesitaria em revidar.

O “perrengue” só acabou quando um dos caminhoneiros na beira da estrada desceu do seu veículo e veio nos ajudar, perguntando se estava tudo bem e pedindo pro cidadão “sumir no mapa”. Enfim, gente, nada agradável, mas as meninas seguiram felizes e contentes achando que era só mais um vendedor de souvenirs insistente.

As 9 principais atrações de Livingstone

9 – Parque Nacional de Mosi-oa-Tunya

Embora seja um dos menores parques nacionais da Zâmbia (com cerca de 66 km²), o Mosi-oa-Tunya é um gigante em beleza. Ele é dividido em duas partes principais: a área das quedas d’água, que abriga a espetacular seção norte e o paredão oriental (Eastern Cataract) das Victoria Falls, e a área de preservação de vida selvagem, que se estende por uns 12 km ao longo das margens do imenso Rio Zambeze. Além disso, é daqui que você poderá ver as quedas de pontos exclusivos, como, por exemplo, a famosa Devil’s Pool.

MOCHILEIRINHAS: Antes de mais nada, se estiver viajando com crianças (principalmente as “espevitadas”), fique sempre alerta e repita diversas vezes que não podem subir nas barreiras de segurança (nem passar pelo vão, claro).

Curiosidades sobre o Parque Mosi-oa-Tunya

  • O nome “Mosi-oa-Tunya” significa “a fumaça que troveja”.
  • O velho David Livingstone viu as Cataratas pela primeira vez a partir da ilha que hoje leva seu nome.
  • A parte zambiana deste Patrimônio Mundial (Mosi-oa-Tunya) corresponde a 3.779 hectares (ou cerca de 37,8 km²).
  • A floresta que se formou às margens das quedas (graças à força do spray) abriga plantas raras e mais de 900 espécies de plantas no conjunto transfronteiriço.
  • Este é o único parque nacional em toda a Zâmbia onde você ainda pode ver rinocerontes-brancos na natureza. Eles são tão preciosos que passam 24 horas por dia vigiados de perto por patrulhas armadas contra caçadores.
  • O Arco-Íris Lunar (Moonbow) é um dos fenômenos naturais mais raros do mundo e o parque da Zâmbia abre oficialmente as portas à noite na lua cheia para isso. Como o spray de Victoria Falls é gigante, a luz da lua cheia consegue refratar nas gotículas de água, criando o arco-íris noturno.
  • Dentro da área do parque ficam as ruínas e o cemitério de Old Drift, o primeiro assentamento europeu na região. Antes da construção da ponte em 1905, era ali que as carroças de bois eram colocadas em balsas para cruzar o perigoso Rio Zambeze.
Família em Victoria Falls Livingstone Zambia - Magu Mathias

Dicas para visitar o lado zambiano das Cataratas Victoria

  • O Mosi Oa Tunya recebe menos visitantes do que o lado do Zimbábue e o custo de entrada também é menor (menos da metade!).
  • Na estação chuvosa (novembro a abril), as cataratas estão em sua capacidade máxima. Enquanto isso, na estação seca (julho a novembro), elas quase desaparecem (quando “funciona” a Piscina do Diabo).
  • Todas as trilhas dentro do parque são claramente sinalizadas, mas você também pode contratar os serviços de um guia local.
  • Programação “básica”: a trilha pela “rainforest”, a ponte Knife-Edge, a descida até o Boiling Pot e o combo Livingstone Island + Devil’s Pool (pago à parte).
  • Leve sua capa de chuva, guarde seu tênis na mochila e calce um chinelo ou crocs pra andar por lá (ou seus pés vão parecer poças d’água). Por isso, você verá muitos vendedores “ambulantes” oferecendo capas e sandálias fora e dentro do parque.
  • Cruze a Knife Edge Bridge e fique cara a cara com o paredão de água.
  • Para conhecer a Devil’s Pool e a Livingstone Island, reserve com antecedência.
  • A descida até The Boiling Pot é por degraus e não é necessário um guia, mas prepare-se para uma longa caminhada de volta depois.
  • Como o parque não tem predadores (leões, cheetahs, etc), você pode contratar um guia e um ranger pra caminhar pela mata e chegar incrivelmente perto dos raríssimos rinocerontes-brancos: algo exclusivo do lado da Zâmbia!

Alertas para quem vai visitar as Victoria Falls pela Zâmbia

  • A região de Livingstone e as margens do Zambeze são zonas endêmicas de malária. Portanto, use bastante repelente (principalmente ao amanhecer e no fim da tarde) e converse com seu médico sobre profilaxia antes de viajar.
  • Use cores terrosas e evite roupas de cores vibrantes como vermelho, amarelo e verde-limão.
  • Fique atento a babuínos que circulam livremente por lá: Eles são super espertos e vão tentar roubar qualquer sacola plástica, comida, óculos ou celular bobeando na sua mão.
  • Dependendo da época (principalmente de março a maio), o spray de água é tão intenso que parece uma tempestade torrencial vinda de baixo para cima. Use capa e proteja seu celular/câmera em sacos impermeáveis (sério: eu quase perdi o meu!).
  • Durante o auge da estação chuvosa, a Piscina do Diabo costuma ser fechada, pois o nível do rio fica muito alto e a visita se torna perigosa. Nesses casos, os turistas geralmente são levados à Piscina do Anjo (Angel’s Armchair pool).
Família em Victoria Falls Livingstone Zambia - Magu Mathias

9.1 – Devil’s Pool: a piscina do diabo

A Devil’s Pool é uma piscina natural esculpida pela erosão da água bem na beirada das Victoria Falls, exatamente na Ilha de Livingstone. O que a torna única (e assustadora) é que você pode nadar e colocar o corpo para fora da borda de uma cachoeira de mais de 100 metros de altura, protegida apenas por uma barreira de rocha submersa que impede que você seja levado pela correnteza. É a definição perfeita de adrenalina pura com um visual surreal.

Dicas para visitar a Devil’s Pool

  • Escolha bem a época: a Devil’s Pool só funciona na estação seca, quando o nível do rio Zambezi está baixo. Ou seja, geralmente de meados de agosto até cerca de janeiro.
  • Prepare o bolso, porque custa caro! O acesso só é permitido através do tour oficial da Livingstone Island. Os preços variam de US$ 125 a US$ 210 por pessoa, dependendo do horário do dia (o tour do café da manhã é o mais barato, o do almoço é o intermediário e o do chá da tarde/pôr do sol é o mais caro). O valor já inclui o transporte de barco, os guias e a refeição na ilha.
Devils Pool Livingstone Zambia - Falcon Safaris
  • Os guias são verdadeiros profissionais em tirar fotos e fazer vídeos inacreditáveis com o seu celular. Eles sabem os melhores ângulos e até seguram suas pernas para você colocar o tronco para fora do abismo com segurança. Confie neles!
  • Use roupa certa: maiô ou roupa de banho segura (pra aguentar a correnteza) e calçado com boa aderência (water-shoes ou sandália firme).
  • Quando o nível da água começa a subir e a Devil’s Pool fica perigosa demais para fechar a temporada, os guias às vezes mudam o tour para a Angel’s Pool (Piscina do Anjo), que fica um pouco mais para trás e opera em níveis de água ligeiramente mais altos.

8 – Livingstone Museum

Localizado bem no coração da cidade de Livingstone, na famosa Mosi-oa-Tunya Road, o museu fica abrigado em um imponente edifício histórico dos anos 1950 com uma charmosa torre de relógio. Ele é dividido em cinco galerias principais que cobrem desde a arqueologia pré-histórica da região até a história política moderna da Zâmbia, passando por uma rica coleção de etnografia (com máscaras e instrumentos tribais) e biodiversidade local.

CURIOSIDADES:

  • O museu abriga uma réplica perfeita (e conta toda a história) do famoso crânio do Homo rhodesiensis (ou Homem de Broken Hill), um fóssil humano pré-histórico de mais de 200 mil anos descoberto em uma mina na Zâmbia em 1921. O original infelizmente foi levado pelos colonizadores britânicos e está no Museu de História Natural de Londres, mas a Zâmbia luta até hoje para repatriá-lo.
  • David Livingstone era tão fascinado e amado pela região que, quando ele morreu de malária na Zâmbia em 1873, seus assistentes locais decidiram enterrar o seu coração literalmente sob uma árvore na Zâmbia, antes de embalsamar seu corpo para ser enviado de navio para a Inglaterra, onde ele foi sepultado na Abadia de Westminster.
Livingstone Museum Zambia - MoMAA

7 – Royal Livingstone Express

O Royal Livingstone Express é um luxuoso trem de época movido a vapor que oferece uma experiência gastronômica de cinco estrelas. Este trem a vapor restaurado te leva pela savana zambiana até a ponte sobre o rio Zambezi: tudo isso enquanto você curte um jantar gourmet de 5 pratos. É aquele programa pra quem quer juntar romance + nostalgia + natureza + elegância.

DICAS:

  • As reservas devem ser feitas pelos sites de operadoras e agências de turismo locais, como, por exemplo, a Livingstone’s Adventure, ou através de algum hotel de luxo parceiro.
  • O trem costuma partir no fim da tarde (por volta das 16h30 ou 17h) e retorna para a estação de Livingstone por volta das 21h, após o término do jantar.

6 – Mukuni Boma Dinner Experience

O Mukuni Boma é um restaurante ao ar livre modelado no formato de uma boma tradicional: uma antiga estrutura de vilarejo cercada por paliçadas de madeira para proteger a comunidade. A experiência é uma imersão cultural completa: você janta ao redor de uma grande fogueira central, saboreia um buffet gigantesco com pratos típicos zambianos e churrasco de caça africana, enquanto assiste (e participa de) apresentações energéticas de danças tribais, cantos polifônicos e percussionistas locais.

Dicas para visitar o Mukuni Boma

  • É possível reservar essa experiência via site oficial do Avani Victoria Falls Resort.
  • O valor por pessoa gira em torno de US$ 55 a US$ 70, dependendo do pacote ou se o transporte até o local está incluído. Esse preço dá direito ao buffet livre (pode comer à vontade!), à tradicional cerveja de boas-vindas e a toda a programação cultural com os dançarinos e músicos. Bebidas extras são cobradas à parte.
  • O jantar costuma começar por volta das 19h com a recepção tradicional e se estende até as 22h, quando o ritmo dos tambores atinge o ápice e todo mundo é convidado a dançar na pista de terra.
Mukuni Boma Dinner Experience Zambia - Bush Cuisine Home
  • Experimente o Nshima (o purê de milho que é a base da culinária da Zâmbia) com molhos locais, as carnes grelhadas na hora na brasa (como espetinhos de kudu ou impala) e, para os mais corajosos, os famosos Mopane worms (lagartas de árvore fritas e bem temperadas). Quem come ganha até um certificado de coragem!
  • Não seja tímido. No final da noite, os dançarinos Mukuni distribuem tambores para os turistas e chamam todo mundo para a roda de fogueira. É a melhor parte da noite.
  • Logo na entrada, mulheres locais costumam pintar o rosto dos convidados com padrões tribais usando tintas naturais. Renda-se ao ritual, as fotos ficam incríveis!

5 – Mukuni Village Cultural Tour

A Mukuni Village é uma aldeia autêntica da etnia Leya, habitada por cerca de 7.000 a 8.000 pessoas. Ao contrário de um museu a céu aberto ou de uma vila cenográfica para turistas, Mukuni é uma comunidade real e vibrante. Durante o tour guiado por um próprio morador local, os visitantes caminham entre as tradicionais cabanas de palha e barro, conhecem as estruturas sociais da tribo, veem de perto os artesãos trabalhando e compreendem a rotina diária de subsistência do vilarejo.

CURIOSIDADE: O sistema político de Mukuni é muito curioso. Embora o Chefe seja a figura pública e o governante masculino, ele é escolhido e pode ser destituído por um conselho liderado pela Bedyango (a Rainha Mãe), que detém um poder espiritual e de veto espiritual supremo na tribo. É um matriarcado fascinante nos bastidores!

Mukuni Village Cultural Tour Zambia - Wild Horizons

Dicas e alertas para visitar a Mukuni Village

  • O tour custa em torno de US$ 30 a US$ 45 por pessoa, dependendo de onde você contrata (se inclui o transporte do seu hotel em Livingstone ou não).
  • No final do tour, você passará por uma área onde os moradores vendem esculturas de madeira feitas à mão (especialmente jacarandá e ébano), cestarias e bijuterias. Os preços são excelentes e comprar ali ajuda diretamente as famílias da vila.
  • Leve protetor solar e repelente, além de vestir roupas confortáveis e respeitosas.
  • Os moradores estão acostumados com turistas, mas ninguém gosta de ter uma câmera apontada para a cara sem permissão, especialmente as crianças. Sempre pergunte “May I?” (Posso?) ao seu guia ou à pessoa antes de clicar.
  • Evite o impulso de sair distribuindo doces ou moedas soltas para as crianças que correm pela vila, pois isso incentiva a mendicância infantil. Se quiser ajudar e levar doações (como cadernos, canetas ou material escolar), entregue diretamente para o guia ou para o diretor da escola da vila durante o tour.

4 – Atividades radicais em Victoria Falls

As atividades radicais em Livingstone não acontecem em um parque fechado, mas sim usando o cenário natural do Rio Zambeze, o gigantesco desfiladeiro de basalto de Batoka Gorge e a histórica Victoria Falls Bridge. As opções vão desde voos panorâmicos em aeronaves abertas até o rafting mais selvagem do planeta, passando por saltos no vazio de tirar o fôlego.

CURIOSIDADE: Na época das cheias (abril a julho), o volume de água é tão violento e perigoso que a primeira metade das corredeiras (da “rapid” 1 a 10) fica fechada, operando apenas o trecho final, mais calmo.

Dicas para fazer atividades radicais em Victoria Falls (Zâmbia)

  • As reservas são feitas pelos sites e WhatsApp das grandes operadoras como, por exemplo, Livingstone Adventures (Zâmbia) ou Wild Horizons.
  • O voo de Microlight (“Voo do Anjo”) é uma exclusividade fantástica da Zâmbia. Diferente do helicóptero (que opera dos dois lados), o microlight é uma asa-delta motorizada onde você vai na garupa do piloto, totalmente ao ar livre.
  • O rafting aqui é classificado como Grade 5 (o nível máximo para comerciais no mundo). Na época da água baixa (agosto a dezembro), você encara corredeiras com nomes sugestivos como “The Gnashing Jaws of Death” (As Mandíbulas Rinchantes da Morte) e “Oblivion” (Esquecimento). É épico.
  • No Bungee Jump de 111 metros ou no Bridge Swing (onde você faz um pêndulo gigante no cânion), pague pelas fotos e vídeos oficiais. Você não vai querer repetir o salto só porque o amigo tremeu a mão na hora de filmar!
Atividades radicais Zambia - Livingstone Adventures

Alertas para quem quiser se aventurar em Victoria Falls

ATENÇÃO: Cuidado para não comprar passeios errados! O famoso circuito de tirolesas e o Gorge Swing (Balanço do Cânion) feitos a partir de plataformas de madeira fixadas nos penhascos da floresta ocorrem no complexo The Lookout Cafe, que fica do lado do Zimbábue. Portanto, se você contratar essas atividades específicas por engano, terá que cruzar a fronteira, pagar visto e fazer todo o trâmite migratório.

  • Nunca faça atividades com operadores informais: escolha empresas confiáveis.
  • Enquanto um voo de microlight dura de 15 a 30 minutos no ar, os saltos na ponte levam cerca de 1 hora (entre preparação, instruções e o pulo) e o rafting é uma atividade de dia inteiro (cerca de 6 a 7 horas).
  • O rafting no rio é sensacional, mas o verdadeiro teste físico é a subida de volta. Você terá que escalar o paredão do cânion a pé, no calor, subindo degraus improvisados de pedra e madeira. Vá com o cárdio em dia!
Atividades radicais Livingstone Zambia - Anantara
  • A Victoria Falls Bridge fica na “terra de ninguém” entre os dois países. Para saltar de Bungee Jump, você sai da imigração da Zâmbia e caminha até o meio da ponte. Certifique-se de avisar na guarita da fronteira zambiana que você está indo apenas saltar na ponte, para não cancelarem seu visto de entrada no país.
  • Por questões de segurança e física da aeronave, há um limite estrito de peso para os passageiros de Microlight (geralmente em torno de 100 kg) e não é permitido subir com câmeras ou celulares soltos (risco de caírem na hélice do motor). Tudo é gravado por uma câmera acoplada na asa da aeronave.

3 – Safári em Livingstone

Os safáris em Livingstone acontecem principalmente dentro da seção de vida selvagem do Parque Nacional Mosi-oa-Tunya. Por ser uma área de preservação compacta e sem grandes predadores (como leões ou leopardos), o ambiente é muito tranquilo e a densidade de animais por quilômetro quadrado é excelente. Os passeios são feitos em veículos 4×4 totalmente abertos, específicos para savana, proporcionando uma visão de 360 graus da fauna local.

CURIOSIDADES:

  • Victoria Falls e Chobe (Botsuana) têm uma das maiores concentrações de elefantes do mundo, por isso é comum fazer day trips para o Chobe National Park.
  • O Parque Nacional Mosi-oa-Tunya, usado como base para muitos safáris, abriga a única população de rinocerontes selvagens da Zâmbia.
  • O parque é um excelente lugar para avistar a linda Girafa-de-Thornicroft (também conhecida como girafa da Zâmbia), que possui um padrão de manchas ligeiramente diferente e mais escuro do que as girafas encontradas na África do Sul ou no Quênia.

Dicas para fazer safári em Livingstone

  • Empresas como Livingstone’s Adventures e Bongwe Safaris são exemplos de quem organizam essas aventuras, mas você pode fazer reservas em sites como GetYourGuide, Civitatis e Viator.
  • Escolha o safári da manhã: o clima está fresco, o sol está nascendo e os animais estão se movimentando para beber água ou pastar. À tarde, sob o calor forte, muitos tendem a ficar escondidos sob a sombra densa dos arbustos, dificultando avistá-los
  • Uma das cenas mais bonitas do safári em Livingstone acontece nas margens do Rio Zambeze. Mantenha as lentes prontas, pois é muito comum ver manadas inteiras de elefantes se banhando ou cruzando os canais de água do rio..
  • Bate-volta ao Chobe National Park (a partir de 4 anos): Navegue pelo Rio Chobe e faça um safári em um veículo aberto por esse famoso parque de Botsuana para avistar os grandes animais, de grandes felinos a manadas de elefantes, búfalos e girafas.
  • Livingstone Crocodile Park: Situado às margens do rio Zambezi, oferece uma experiência fascinante com guias turísticos profissionais que fornecem informações sobre crocodilos, cobras, tartarugas e camaleões. Os visitantes podem até tocar em cobras inofensivas e segurar filhotes de crocodilo, frágeis, mas adoráveis.
  • Night Safaris (em reservas privadas): dá pra ver animais noturnos como hienas, bushbabies, chitas e antílopes noturnos.
  • Horse Safaris (safári a cavalo): aventureiro e silencioso, pois você se aproxima mais da fauna sem barulho de motor.
  • Canoe Safaris (canoagem no Zambezi): Uma forma tranquilo e linda de avistar hipopótamos, crocodilos e aves, enquanto aproveita aquele silêncio surreal do rio Zambezi.
Safari a cavalo em Livingstone - Zambian Horseback Safaris

Alertas para safári em Livingstone

  • Não se engane com o calor da África. Às 6 da manhã, em um jipe totalmente aberto e em movimento, o vento é cortante e muito gelado. Vá de casaco corta-vento, calça comprida e leve um cachecol. À medida que o sol sobe, você vai tirando as camadas de roupa.
  • Use cores como caqui, bege, marrom ou verde-oliva para não espantar os bichos. Evite roupas brancas (que brilham muito no sol) e roupas azuis ou pretas (que atraem a mosca tsetsé).
  • Roupas com estampa de camuflagem militar real são proibidas ou muito malvistas pelas autoridades na Zâmbia, pois são associadas ao exército ou a caçadores ilegais.

2 – The Elephant Café

Neste simpático (e exclusivo!) café às margens do rio Zambezi, você vai conhecer elefantes resgatados e dóceis e aprender sobre suas histórias. Esta experiência ética permite interações de perto, alimentação e até mesmo caminhadas ao lado desses animais majestosos.

CURIOSIDADES: O menu é sazonal e usa o conceito de bush gourmet. Você vai provar pratos finos temperados com frutas silvestres locais (como o fruto do baobá e o amarula), cogumelos da floresta e ervas aromáticas que só nascem ali na Zâmbia. É uma explosão de sabores únicos.

The Elephant Cafe Livingstone - ZAMAG Tours and Safaris
The Elephant Cafe Livingstone - To Do Africa

MOCHILEIRINHAS: A idade mínima é de 10 anos, e crianças menores de 16 anos devem estar acompanhadas por um dos pais ou responsável em todos os momentos.

Dicas para visitar o The Elephant Café

  • Diferente de lugares polêmicos que oferecem montaria em elefantes (prática que o turismo ético condena totalmente), no The Elephant Café não existe sela, correntes ou montaria. O contato é feito ao nível do chão, olho no olho, baseado em respeito mútuo e reforço positivo com petiscos (como pelotas de farelo e frutas).
  • Os preços variam entre US$ 190 e US$ 250 por pessoa, dependendo da refeição escolhida (Café da Manhã, Almoço ou Jantar Gourmet). O valor inclui o traslado (que pode ser feito de lancha rápida pelo Rio Zambeze, o que deixa o passeio ainda mais incrível!), a interação guiada com os elefantes e a refeição completa com bebidas.
  • Quando for reservar, escolha a opção de transporte de lancha rápida subindo o Rio Zambeze em vez de ir de van por terra. Ver os hipopótamos e aves no caminho e chegar ao café pelo rio é uma introdução imbatível.
  • Evite usar perfumes muito doces (elefantes têm um olfato absurdamente apurado) e vá com roupas de tons neutros (caqui, verde-oliva, bege).
  • Assim que você chega ao café, você conhecerá alguns dos elefantes resgatados e alguns dos filhotes que nasceram no santuário. Passe algum tempo alimentando e brincando com eles enquanto ouve histórias sobre suas vidas.
  • Antes de se sentarem para um menu degustação de três pratos, os clientes são presenteados com um Wild Kir Royale, um aperitivo de champanhe feito com xarope de sindambi escarlate (hibisco selvagem) em vez de cassis.
  • As refeições disponíveis podem variar entre café da manhã, almoço (com três pratos), chá da tarde ou jantar (com três pratos).
  • Você receberá fotos gratuitas do fotógrafo no local (enviadas para o seu e-mail posteriormente).

1 – Passeios de barco pelo rio Zambezi

Os passeios de barco pelo rio Zambezi são aquele combo perfeito de paisagem, calmaria e vida selvagem. Você navega por um dos rios mais icônicos da África enquanto observa hipopótamos, crocodilos, pássaros mil e, com sorte, até elefantes bebendo água na beira. Não importa se você as faz pelo lado zambiano ou zimbabuano (o percurso é praticamente o mesmo), é um rolê super popular tanto no pôr do sol quanto no amanhecer.

CURIOSIDADES:

  • O Zambezi é o quarto maior rio da África e o único grande rio africano que corre para o Oceano Índico.
  • Segundo as lendas locais, o Zambezi é protegido por Nyami Nyami, o “espírito do rio”, uma criatura meio peixe, meio serpente, considerada guardiã das águas e do povo Tonga.
  • A foto clássica que todo mundo quer tirar é o hipopótamo abrindo a boca gigante. Na verdade, para a biologia, aquilo não é um bocejo de sono, mas sim um sinal de alerta e demarcação de território para avisar ao barco que ele está chegando perto demais da família dele!
Passeio de barco pelo rio Zambeze Zambia - Victoria Falls Transfers

Dicas para fazer um passeio de barco pelo rio Zambeze

  • Existem passeios mais simples (com ou sem refeição incluída), ou versões sofisticadas (com coquetéis e petiscos).
  • A reserva é feita diretamente com as dezenas de operadoras baseadas em Livingstone (como a Livingstone’s Adventure ou Bushtracks), nas recepções dos hotéis ou nos próprios decks de embarque à beira do rio.
  • O maior sucesso entre os visitantes é, sem dúvidas, os passeios de barco ao pôr do sol. Eles variam bastante em estilo e “conteúdo”, desde pequenas embarcações cheias de gente, até cruzeiros de luxo com lounges confortáveis, coquetéis e petiscos gourmet incluídos. Por exemplo, as empresas African Queen Sunset Cruise, The Lion King of the Victoria falls boat e Taonga Safaris Sunset Cruise oferecem diversas opções.
  • No verão, mosquitos são mais presentes, por isso repelente é indispensável.
  • O Rio Zambeze tem uma das maiores concentrações de hipopótamos e crocodilos do mundo. Por mais calmo que o rio pareça, nunca balance as mãos na água para fora do barco.
  • Enquanto o sol está brilhando, o clima é quente e agradável. Porém, assim que ele some no horizonte e o barco acelera de volta para o cais, o vento no rio fica surpreendentemente gelado. Leve sempre um agasalho leve.

Enfim, gente, eu sei que Livingstone não figura normalmente nas listas de desejo da maioria dos viajantes. Por outro lado, a Zâmbia e até mesmo as Victoria Falls costumam ser populares, mesmo que as pessoas não tenham muita ideia de como visitá-las. Por isso, a ideia desse post era aguçar essa curiosidade em vocês pra levar mais gente pra esse cantinho especial do planeta!

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