Victoria Falls – Guia para visitar Victoria Falls: 13 atrações principais

Visitar Victoria Falls é estar diante de uma das maiores maravilhas naturais do planeta. Localizada às margens do rio Zambeze, na fronteira entre Zimbábue e Zâmbia, a cidade é a principal porta de entrada para as impressionantes Cataratas Vitória, conhecidas localmente como “A Fumaça que Troveja”. Mas a viagem vai muito além das quedas d’água: safáris, passeios de barco, esportes de aventura e uma atmosfera descontraída fazem de Victoria Falls um dos destinos mais fascinantes da África.

Ficha Técnica de Victoria Falls

O assentamento moderno que deu origem à cidade começou por volta de 1901, motivado pela exploração do potencial hidroelétrico das quedas. Pouco antes de 1905, a ferrovia que conectava à cidade chegou ali. Logo depois, em abril de 1905, foi inaugurada a ponte que atravessa o Zambeze, a Victoria Falls Bridge, ligando a região do Zimbábue à parte que hoje é Zâmbia, o que deu início ao desenvolvimento da vila como ponto de passagem e turismo. Em 9 de dezembro de 2020, a localidade foi oficialmente elevada à categoria de “cidade” no âmbito administrativo.

População (2022): 35.199 habitantes

Área: 70 km2

Quando fomos: Fevereiro/Março

Temperatura média na época: de 27 a 30 graus de dia e de 20 a 22 graus à noite

Quanto tempo ficamos: 3 noites e 3 dias

Família em Victoria Falls - Magu Mathias

Mapa das principais atrações de Victoria Falls

Antes de mais nada, encontrei esse mapinha que, apesar de simples, dá uma ideia pra quem quer visitar Victoria Falls de onde ficam as principais atrações na parte central da cidade.

A fronteira entre o Zimbábue e a Zâmbia

Pode ser que você tenha vindo para Victoria Falls via aeroporto direto, como seu destino final/principal. No entanto, são grandes as chances que você também querer visitar esse lado das Victoria Falls tendo chegado pelo “lado de lá”, ou seja, da Zâmbia. Ou, então, uma terceira possibilidade: você até chegou pelo Zimbábue, mas tá doido pra dar um pulinho ali do outro lado e conhecer outro país. Nestes casos, vou deixar uma dica e um alerta de quem já foi até lá e verificou como tudo acontece.

Dica para atravessar a fronteira Zimbábue-Zâmbia

Visitantes dos países listados como CATEGORIA B (onde está o Brasil, por exemplo) não precisam solicitar visto antes de viajar, mas deverão pagar e obter o visto ao entrar no Zimbábue. Ele custa cerca de U$ 30 para entrada única, ou U$ 45 para entrada dupla (caso você planeje ir até a Zâmbia e voltar, por exemplo).

É aqui que entra o KAZA UNIVISA, que oferece a conveniência para viajantes que exploram os países que fazem parte da Área de Conservação Transfronteiriça da África Austral (que também inclui Angola, Botsuana e Namíbia). Este visto é válido por um período específico de 1 mês e você pode tanto fazer todo o processo antecipadamente pelo site oficial, como fazer tudo lá na chegada a alguns postos específicos (que você pode verificar no site oficial).

Nós fizemos o processo todo online, preenchendo (muitas) informações e enviando comprovantes de tudo que eles pediam. Poderíamos até ter feito o pagamento online (o que eu recomendo!), mas deixamos pra pagar lá na hora (o que gerou um leve caos, porque só aceitavam em dinheiro vivo e tivemos que nos separar pro Tiago ir sacar dinheiro FORA do aeroporto). De qualquer forma, chegando lá, você vai receber este visto no passaporte e pronto: poderá atravessar quantas vezes quiser entre os dois países!

DETALHE: Caso você optasse por conseguir os vistos separados pra Zâmbia e pro Zimbábue pra visitar os dois lados das Victoria Falls, você pagaria U$ 45 EM CADA LADO, ou seja, U$ 90 por pessoa. Com o KAZA UNIVISA, o valor sairia por U$ 65 (de nada!).

Alerta para quem quiser cruzar a fronteira Zimbábue-Zâmbia

Caso você esteja sozinho e, principalmente, se for mulher, saiba que a travessia da ponte não é muito convidativa. Além de não ter nenhuma estrutura turística (apoio policial, etc), você será abordada por diversos moradores locais te pedindo dinheiro, comida, vendendo de tudo, ou insistindo pra ser seu guia. Chega a ser incômodo.

Alternativamente, você pode contratar um transfer via agências locais de turismo (dos dois países) pra que eles te peguem na sua acomodação e cruzem com você pro outro lado. Ou então, você pode acertar ali na ponte mesmo, assim que sair da imigração do país de “origem”, um transporte com a empresa de táxi que atua somente no trecho da Victoria Falls Bridge. Provavelmente, algum local irá se aproximar de você assim que você tiver seu passaporte carimbado para deixar aquele país e vai te oferecer o transporte. Vai custar algo entre U$ 5 e U$ 10 (mais provável ser 10!).

Travessia da Fronteira Zambia Zimbabue - Magu Mathias

Nossa experiência cruzando a fronteira entre Zâmbia e Zimbábue a pé

Nós fomos e voltamos a pé (nossa base era o Zimbábue). Com duas crianças pequenas. São 1,8 km de estrada asfaltada, mas lotada caminhoneiros e locais oferecendo de tudo (e pedindo de tudo). Na ida (Zimbábue-Zâmbia), não temos reclamações além do calor, mesmo sendo acompanhados pelo simpático “Tomato” (como ele se apresentou) por todo o trajeto. Claro que ele pediu de tudo no final, mas a gente só agradeceu a companhia e deu tudo certo.

O problema foi na volta (Zâmbia-Zimbábue), quando um moço deixou um beco onde estava com um companheiro cheirando “algo numa lata” (minha preocupação começou aí) e INSISTIU que nos acompanharia. Um pouco rude e exasperado.

Enfim, no meio do caminho, no lugar mais deserto, ele disse que a gente deveria dar tudo que pudéssemo pra ele. As meninas estavam com a gente, mas não notaram nada, porque mantivemos a calma. Ele era tão magro, e estava tão zonzo, que dava dó, mas eu respondi muito firme dizendo que era vergonhoso ele fazer isso quando estávamos com duas crianças visitando o país dele. E o Tiago, claro, falou que se ele tentasse algo, não hesitaria em revidar.

O “perrengue” só acabou quando um dos caminhoneiros na beira da estrada desceu do seu veículo e veio nos ajudar, perguntando se estava tudo bem e pedindo pro cidadão “sumir no mapa”. Enfim, gente, nada agradável, mas as meninas seguiram felizes e contentes achando que era só mais um vendedor de souvenirs insistente.

As 13 principais atrações de Victoria Falls

13 – Parque Nacional de Victoria Falls

O Parque Nacional de Victoria Falls é a área que abraça o lado zimbabuano das Cataratas Victoria. Um pedaço mágico de natureza onde você caminha por trilhas curtinhas e fica de frente para uma das maiores cortinas de água do planeta.

Parque Nacional Victoria Falls - Magu Mathias

O parque foi declarado “área protegida” no início do século XX, quando a região começou a chamar atenção de exploradores e administradores coloniais britânicos. Depois, em 1952, veio a designação oficial como parque nacional. Com o tempo, ganhou passarelas, mirantes e pequenas trilhas, e em 1989 virou Patrimônio Mundial da UNESCO junto com o lado da Zâmbia.

MOCHILEIRINHAS: Antes de qualquer coisa, se você estiver com crianças, fique muito alerta, porque alguns trechos não possuems barreiras de contenção. Conforme você segue pela trilha, elas desaparecem e você passa a caminhar basicamente na beira do penhasco.

Mochileirinhas em Victoria Falls - Magu Mathias

CURIOSIDADES SOBRE AS VICTORIA FALLS

  • As cataratas foram “descobertas” (entre muitas aspas) em 1855 pelo explorador e missionário britânico David Livingstone. Ele descreveu essa experiência em seu diário: “Ninguém consegue imaginar a beleza da vista a partir de nada que tenha visto na Inglaterra. Nunca antes vista por olhos europeus; mas cenas tão belas devem ter sido contempladas por anjos em seu voo.”
  • O povo Tonga chamam as cataratas de Mosi Oa Tunya, ou seja, “a fumaça que troveja”. Aliás, eles acreditam que uma criatura gigante habita o rio Zambezi, a “Nyami-nyami”.
  • As Cataratas Vitória não são as mais altas do mundo, nem as mais volumosas. No entanto, detêm o recorde de maior queda d’água em lâmina única do planeta.
  • No auge da cheia, passam mais de 500 milhões de litros por minuto no conjunto de quedas!
  • A névoa das cataratas pode subir até 500 metros, sendo vista a quilômetros de distância (nós vimos do alto do avião, enquanto nos aproximávamos pra pousar…inesquecível!).

Dicas para visitar Victoria Falls

  • É fácil e rápido ir a pé do centrinho de Victoria Falls até a entrada do Parque.
  • A melhor hora para visitar é de manhã cedo, antes da chegada das multidões e com maiores chances de ver arco-íris.
  • Na entrada do Parque, você encontra um centro de boas-vindas, loja de souvenirs e muita sinalização e informações sobre as cataratas. Além disso, o parque possui restaurantes e banheiros.
  • O aluguel de capas de chuva no Centro de Visitantes custa cerca de 3 dólares por pessoa.
  • A caminhada pela floresta tropical é bem leve e você deve levar cerca de 45 minutos para percorrer os 16 mirantes espetaculares.
  • Os 3 primeiros mirantes te levam perto da “Cataratas do Diabo” (Devil’s Cataract) e, de lá, você segue para as “Cataratas Principais” (Main Falls), assim como para a Horseshoe Falls e Rainbow Falls.
  • Se o seu lance é fotografia, os mirantes 6, 7 e 8 são os melhores: eles têm vistas incríveis sem que você corra o risco de molhar a câmera.
  • Para quem quiser uma experiência mais VIP, é possível sobrevoar as Cataratas de helicóptero com a empresa “Flight of Angels”.

Alertas para visitar Victoria Falls

  • Use cores terrosas e evite roupas de cores vibrantes como vermelho, amarelo e verde-limão.
  • A estação chuvosa vai de novembro a abril, portanto, nesta época os visitantes verão as cataratas em sua capacidade máxima e, consequentemente, com muito mais névoa em volta.
Família em Victoria Falls - Magu Mathias
  • A estação seca é de julho a novembro, quando as cataratas podem ficar completamente secas, especialmente no lado zambiano. No entanto, essa é a melhor época para visitar se você pretende nadar na Piscina do Diabo e visitar a Ilha Livingstone, pois os níveis de água estão mais seguros.
  • À medida que você se aproxima das maiores quedas, é provável que você fique encharcado em minutos. Por isso, leve capa de chuva se quiser se proteger.
  • Fique atento a babuínos e outros animais nativos que circulam livremente por lá: não deixe comida à vista.

12 – Safári em Victoria Falls

A tradição de safáris aqui se desenvolveu a partir do Zambezi National Park (criado em 1979), que virou um hotspot de observação de fauna perto das Cataratas. Com o tempo, reservas privadas e operadores ampliaram o leque, incluindo atividades éticas de conservação e safáris fluviais no Zambezi.

9 opções de safáris em Victoria Falls

  1. Safari no Zambezi National Park (clássico em 4×4): ideal pra ver elefantes, búfalos, girafas, zebras, antílopes e, com sorte, leões e leopardos. Ótimo ao amanhecer.
  2. Elephant Back Safari (a partir de 4 anos): nesta experiência, você pode conhecer, interagir e passear em assentos nas costas dos elefantes por 45 minutos.
  3. Bate-volta ao Chobe National Park (a partir de 4 anos): navegue pelo Rio Chobe e faça um safári em um veículo aberto por esse famoso parque de Botsuana para avistar os grandes animais, de grandes felinos a manadas de elefantes, búfalos e girafas.
  4. Crocodile Farm Tour: ao visitar a Fazenda de Crocodilos de Spencers Creek, você pode observar de perto essas criaturas incríveis e aprender tudo sobre elas. Você também pode agendar visitas durante o horário de alimentação para vê-los saltar da água!
  5. O Siduli Hide é um pequeno observatório disfarçado de cupinzeiro de onde você pode observar a vida selvagem bem na beira de um bebedouro natural. Ou seja, você não atrapalha a vista e os animais se aproximam sem perceber a sua presença.
  6. Night Safaris (em reservas privadas): dá pra ver animais noturnos como hienas, bushbabies, chitas e antílopes noturnos.
  7. Horse Safaris (safári a cavalo): aventureiro e silencioso, pois você se aproxima mais da fauna sem barulho de motor.
  8. Crocodile Cage Diving (a partir de 6 anos): Para os mais aventureiros, é possível mergulhar para ficar 30 minutos cara a cara com crocodilos de verdade. Não precisa ser um mergulhador experiente, pois a água não é muito profunda.
  9. Canoe Safaris (canoagem no Zambezi): Uma forma tranquilo e linda de avistar hipopótamos, crocodilos e aves, enquanto aproveita aquele silêncio surreal do rio Zambezi.

11 – Victoria Falls Wildlife Trust

O Victoria Falls Wildlife Trust é um centro de conservação e pesquisa dedicado a proteger a vida selvagem da região de Victoria Falls. Eles cuidam de animais feridos, fazem resgates, monitoram espécies e trabalham com comunidades locais para reduzir conflitos entre pessoas e fauna. A visita é curta, educativa e super interessante para quem gosta de conservação.

DICA: As visitas guiadas acontecem nas manhãs dos dias úteis e é necessário reservar com antecedência. Elas são gratuitas, mas é altamente recomendável deixar uma doação para apoiar o trabalho da Fundação. A instituição fica um pouco afastada da cidade, então a maneira mais fácil de chegar lá é de táxi.

Victoria Falls Wildlife Trust - vfwt.org

CURIOSIDADES:

  • O laboratório de genética e doenças do Trust ajuda a investigar causas de mortes e surtos na fauna local.
  • Eles fazem de-snaring (remoção de armadilhas) em áreas críticas da região, um dos maiores problemas para antílopes e felinos.
  • O centro monitora elefantes individualmente por GPS para entender rotas de migração.

10 – The Big Tree

The Big Tree é um baobá monumental, uma árvore imensa e muito antiga, uma daquelas “atrações naturais” que impressionam só de chegar perto. Sua copa larga e tronco gigantesco chamam atenção de qualquer viajante. É uma parada tranquila fora do circuito “turista correria”: ideal pra quem curte natureza, silêncio e contemplação.

9 – Elephant’s Walk Shopping & Artist’s Village

O espaço começou como um pequeno conjunto de lojinhas voltadas ao turismo nos anos 1990, e foi crescendo conforme artistas locais da região de Matabeleland e do Zambezi começaram a expor suas peças ali. Com o tempo, virou um “village” criativo, com estúdios permanentes, feirinhas externas e algumas das melhores lojas de design e artesanato de Victoria Falls.

Elephants Walk Shopping Victoria Falls - Tripadvisor

DICAS:

  • Não se esqueça de pechinchar para conseguir um bom preço: é esperado e faz parte da experiência!
  • As degustações de cerveja artesanal ou de vinho no Elephant Walk são ótimas para quem quer curtir uma noite tranquila.
  • Se você só puder trazer uma lembrança das Cataratas Vitória, é esta: a nota de 10 trilhões de dólares! Você a encontrará em todos os mercados de Victoria Falls, mas, se souber negociar, poderá comprá-la por apenas 5 dólares.

8 – The Victoria Falls Theatre

O Victoria Falls Theatre é o único teatro fixo da cidade de Victoria Falls, um espaço cultural onde acontece o show Simunye: The Spirit of Africa. A apresentação mistura música, dança, teatro de bonecos (puppetry), visuais e cenas que celebram a cultura africana de forma criativa. A vibe é intimista, ao ar livre, ou seja, ideal para quem curte arte e história local em forma de espetáculo.

7 – The Boma Dinner & Drum Show

Por falar em espetáculos, o The Boma – Dinner & Drum Show pode até ter “jantar” no nome, mas é mais do que apenas uma refeição. Esse jantar-show mistura comida típica, música, dança e muita interação com o público.

CURIOSIDADE: Dançarinos recebem os visitantes na entrada e os vestem com um chitenge (sarongue) tradicional do Zimbábue, antes de serem conduzidos à sua mesa. Além disso, todo visitante recebe um pequeno tambor “djembe” para participar de algumas músicas.

The Boma Dinner & Drum Show - Cherish Travel & Tours

DICA: Vá com fome, porque o jantar é um farto bufê com carnes grelhadas preparadas na hora. Além disso, você pode provar muitos pratos típicos do Zimbábue, como ensopado de kudu e curry de frango com amendoim. Aliás, os mais desbravadores podem até experimentar o Mopani Worm: um verme/lagarta crocante!

6 – Victoria Falls Bridge

No início do século XX, Cecil Rhodes encomendou essa ponte como parte da proposta Cairo–Cape Railway. O projeto nunca se concluiu totalmente, mas que rendeu essa estrutura incrível. A responsabilidade pela obra foi dos engenheiros britânicos e a inauguração aconteceu em 1905, com uma ousadia para a época: ficar tão perto das quedas que os trens “pegariam névoa” ao passar. Atualmente, segue como um símbolo da engenharia colonial e um dos lugares mais famosos da região.

CURIOSIDADE: Winston Churchill visitou a ponte em 1907 e ficou impressionado com a ousadia da obra, claro.

5 – The Bamba Tram

O Bamba Tram é um passeio de bonde (tram) vintage que leva você por trilhos através de parte do Zambezi National Park até a lendária Victoria Falls Bridge: e termina com vista espetacular do desfiladeiro Batoka e do rio Zambezi River.

DICA: O passeio acontece ao nascer do sol (por isso se chama Sunrise Run) e a luz da manhã sobre a ponte, mais a névoa das cataratas, cria fotos espetaculares.

The Bamba Tram - Bamba Victoria Falls

4 – Chá da tarde no Victoria Falls Hotel

O Victoria Falls Hotel é famoso por ser o hotel de luxo mais antigo e grandioso do Zimbábue. Construído pelos britânicos em 1904, o hotel exibe o que há de melhor na arquitetura eduardiana britânica. Originalmente, o projeto surgiu para abrigar os trabalhadores ferroviários que construíam a linha férrea Cabo-Cairo.

O chá da tarde, ou “chá das cinco”, é servido no Terraço Stanley do hotel, de onde se tem uma vista incrível da Victoria Falls Bridge e da típica névoa das cachoeiras.

DICAS:

  • O chá da tarde é servido das 15h às 17h e custa cerca de US$ 30, cada “chá” servindo bem duas pessoas.
  • O hotel atende a diferentes necessidades alimentares, basta informar suas necessidades quando fizer a reserva.
  • O chá é composto por uma seleção de deliciosos sanduíches, scones simples e com frutas, bolos, coalhadas e geleia de morango.
  • Eles oferecem uma grande variedade de chás no menu e você tem direito a reposições ilimitadas de todos os chás.

3 – Atividades radicais em Victoria Falls

Desde os anos 1980, Victoria Falls passou de “destino de natureza” para “destino de aventura”. Primeiro veio o sucesso do rafting no Zambezi, que virou um dos mais famosos do mundo. Depois, surgiram o bungee jumping da Victoria Falls Bridge (um dos mais icônicos do planeta), o gorge swing, zip lines, canoagem em corredeiras menores e até voos de helicóptero que foram incluídos na categoria de “aventura cênica”. Atualmente, a cidade é conhecida internacionalmente por oferecer esportes radicais de padrão mundial.

CURIOSIDADE: O bungee de Victoria Falls é um dos 10 mais famosos do mundo. O primeiro salto de bungee da ponte rolou nos anos 1990 e virou um dos mais famosos do mundo.

Dicas para curtis atividades radicais em Victoria Falls

  • As reservas são feitas pelos sites e WhatsApp das grandes operadoras como, por exemplo, Wild Horizons, Shearwater Adventures e Shockwave Rafting.
  • A atividade mais popular é, sem dúvida, o bungee jumping a partir da Victoria Falls Bridge (111 metros): a queda é sobre o desfiladeiro, com vista para o spray das cataratas.
  • Gorge Swing (balanço sobre o abismo): Se pular de bungee jump não for suficiente, você pode literalmente se “lançar” e balançar sobre o desfiladeiro de Batoka Gorge. Além disso, tem a opção de Tandem Gorge Swing, onde 2 pessoas se balançam junto.
  • Zip Line e Flying Fox: Uma tirolesa gigante cruzando o desfiladeiro. Ótimo para quem quer emoção moderada, e também tem opção pra duas pessoas juntas.
  • White-water Rafting (nível mundial): O trecho entre o Zambezi e o Batoka Gorge é considerado um dos melhores do mundo para se fazer rafting. Na seca (ago–dez), as corredeiras ficam mais fortes, enquanto na cheia (jan–jul), alguns trechos fecham por segurança.
  • Bridge Slide: Uma descida mais leve pela ponte, ou seja, ótima pra quem quer emoção sem extremos.
  • Canopy Tour: Suspensos no alto da floresta, os participantes deslizam por uma série de tirolesas e pontes suspensas, atravessando entre árvores enormes, enquanto desfrutam de vistas panorâmicas incríveis.

Alertas para atividades radicais em Victoria Falls

  1. Nunca faça atividades com operadores informais: escolha empresas confiáveis.
  2. Atividades radicais não são totalmente acessíveis. Muitas têm restrições físicas, de idade e peso, além de exigirem esforço (escalada pós-rafting, por exemplo).
  3. Para o bungee jump, gorge swing e zipline: ventos e condições climáticas podem cancelar ou adiar.
  4. Rafting envolve escalada exaustiva no retorno pelo desfiladeiro, então não é para qualquer nível físico.
Gorge Swing Victoria Falls - Hideawais Africa

2 – Passeios de barco pelo rio Zambezi

O turismo no Zambezi começou a ganhar forma na primeira metade do século XX, quando os primeiros lodges da região de Victoria Falls surgiram para receber viajantes que vinham ver as cataratas. Com o tempo, a navegação turística foi se profissionalizando: surgiram barcos maiores, experiências gastronômicas e pequenos cruzeiros de observação da vida selvagem. Hoje, é um dos passeios mais clássicos da região, tanto no Zimbábue quanto na Zâmbia.

Passeio de Barco no rio Zambezi - Hideaways Africa

CURIOSIDADE:

  • O Zambezi é o quarto maior rio da África e o único grande rio africano que corre para o Oceano Índico.
  • Segundo as lendas locais, o Zambezi é protegido por Nyami Nyami, o “espírito do rio”, uma criatura meio peixe, meio serpente, considerada guardiã das águas e do povo Tonga.

DICAS:

  • Você pode escolher entre um passeio de barco mais simples (com ou sem refeição incluída), ou uma versão mais sofisticada, com coquetéis locais e petiscos deliciosos.
  • O maior sucesso entre os visitantes é, sem dúvidas, os passeios de barco ao pôr do sol. Eles variam bastante em estilo e “conteúdo”, desde pequenas embarcações cheias de gente, até cruzeiros de luxo com lounges confortáveis, coquetéis e petiscos gourmet incluídos. Por exemplo, a empresa Pure Africa oferece a segunda opção.
  • No verão, mosquitos são mais presentes, por isso repelente é indispensável.
  • É comum avistar animais selvagens bem perto das embarcações, como, por exemplo, hipopótamos. No entanto, em hipótese alguma estique os braços para fora.

1 – The Lookout Cafe – Wild Horizons

O The Lookout Café é aquele restaurante perfeito para quem quer comer bem com vista de cartão-postal. Ele fica literalmente na beira do desfiladeiro do Batoka Gorge, com visual direto para a ponte de Victoria Falls e para o Zambezi correndo lá embaixo.

O café foi criado pela Wild Horizons como um ponto de apoio para quem fazia atividades de aventura no desfiladeiro (zipline, gorge swing, etc.). Com o tempo, a vista virou atração por si só e o lugar se consolidou como parada obrigatória em Victoria Falls. Em 2020, depois de um incêndio, o café foi totalmente renovado e reaberto, mais moderno e amplo.

Dicas para visitar o Lookout Café em Victoria Falls

DICAS:

  • O almoço costuma ser o melhor horário para ver o desfiladeiro bem iluminado.
  • Além de deliciosos, os pratos são super bem servidos, portanto, vá com BASTANTE fome.
  • O restaurante oferece vistas incríveis do cânion separando Zimbábue e Zâmbia e, claro, da Victoria Falls Bridge inteirinha!
  • Se você for aventureiro, combine o almoço com atividades da Wild Horizons, como, por exemplo, zipline, balanço no desfiladeiro, bungee jump da ponte, canopy tour e mais!
The Lookout Cafe - Magu Mathias
The Lookout Cafe Victoria Falls - Magu Mathias

ALERTA: Aos finais de semana, especialmente do meio da tarde em diante, é bem possível que você encontre o local lotado ou sem disponibilidade de mesas por conta das reservas. Portanto, reserve com antecedência se quiser garantir uma mesa.

CURIOSIDADE: A distância vertical até o rio chega a mais de 100 metros, ou seja, o deck tem realmente uma posição privilegiada pra fotos.

Enfim, gente, eu sei que Victoria Falls já costuma aparecer em algumas listas de desejos dos viajantes mais experientes. No entanto, eu espero que, depois desse post, todas as pessoas apaixonadas por lugares incríveis se animem a conhecer esse cantinho especial do planeta!

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