Embora seja um dos menores parques nacionais da Zâmbia (com cerca de 66 km²), o Mosi-oa-Tunya é um gigante em beleza. Ele é dividido em duas partes principais: a área das quedas d'água, que abriga a espetacular seção norte e o paredão oriental (Eastern Cataract) das Victoria Falls, e a área de preservação de vida selvagem, que se estende por uns 12 km ao longo das margens do imenso Rio Zambeze. Além disso, é daqui que você poderá ver as quedas de pontos exclusivos, como, por exemplo, a famosa Devil's Pool.
História
Muito antes de qualquer europeu sonhar em colocar os pés ali, o povo bem estabelecido da etnia Tonga já habitava a região há séculos e considerava as quedas um local sagrado de comunhão com os espíritos. Em 1855, o famoso explorador escocês David Livingstone "descobriu" o lugar para o ocidente e o rebatizou de Victoria Falls em homenagem à rainha. Porém, os locais sempre chamaram o lugar de Mosi-oa-Tunya, que na língua Lozi/Kololo significa "A Fumaça que Troveja". Para proteger esse ecossistema único e sua importância cultural, a Zâmbia fundou oficialmente o Parque Nacional em 1972, garantindo que o nome tradicional e a herança local fossem os protagonistas.
O Parque Nacional Mosi Oa Tunya recebe menos visitantes do que o lado do Zimbábue e o custo de entrada também é menor (apenas US$ 20, ou seja, menos da metade!).
É na estação chuvosa (novembro a abril) que as cataratas estão em sua capacidade máxima, enquanto, na estação seca (julho a novembro), elas secam quase completamente , e, portanto, os visitantes podem nadar na Piscina do Diabo.
Todas as trilhas dentro do parque são claramente sinalizadas, mas você pode contratar os serviços de um guia local.
Para ver o "básico", garanta: a trilha pela "rainforest" (de onde você vê as quedas de vários ângulos), a ponte Knife-Edge, a descida até o Boiling Pot e o combo Livingstone Island + Devil’s Pool (pago à parte).
Se possível, leve a sua capa de chuva, guarde seu tênis na mochile e calce um chinelo ou crocs de plástico pra andar por lá (do contrário, seus pés vão parecer poças d'água). Por isso, você verá muitos vendedores "ambulantes" oferecendo capas e sandálias fora e dentro do parque.
Cruze a Knife Edge Bridge: uma ponte suspensa fantástica que te leva a uma ilhota de cara para o paredão de água.
Para conhecer a Devil's Pool e a Livingstone Island, reserve com antecedência.
Após um briefing de segurança completo, você embarca em uma lancha rumo à Ilha Livingstone e, depois, irá explorar a Devil's Pool.
A descida até The Boiling Pot é por degraus e não é necessário um guia, mas prepare-se para uma longa caminhada de volta depois.
Como o parque não tem predadores (leões, cheetahs, etc), você pode contratar um guia e um ranger armado para caminhar pela mata e chegar incrivelmente perto dos raríssimos rinocerontes-brancos: algo exclusivo do lado da Zâmbia!
Alerta:
A região de Livingstone e as margens do Zambeze são zonas endêmicas de malária. Use bastante repelente (principalmente ao amanhecer e no fim da tarde) e converse com seu médico sobre profilaxia antes de viajar.
Use cores terrosas e evite roupas de cores vibrantes como vermelho, amarelo e verde-limão.
Dependendo da época (principalmente de março a maio), o spray de água é tão intenso que parece uma tempestade torrencial vinda de baixo para cima. Use capa e proteja seu celular/câmera em sacos impermeáveis (sério: eu quase perdi o meu!).
Fique atento a babuínos que circulam livremente por lá: Eles são super espertos e vão tentar roubar qualquer sacola plástica, comida, óculos ou celular bobeando na sua mão.
O parque do lado zambiano é considerado mais "selvagem", ou seja, não tem tanta infraestrutura turística quando o lado do Zimbábue. No entanto, as trilhas são todas muito bem sinalizadas e protegidas por barreiras de contenção.
Durante o auge da estação chuvosa, a Piscina do Diabo costuma ser fechada, pois o nível do rio fica muito alto e a visita se torna perigosa. Nesses casos, os turistas geralmente são levados à Piscina do Anjo (Angel's Armchair pool).
Curiosidade:
O nome "Mosi-oa-Tunya" significa "a fumaça que troveja".
O velho David Livingstone viu as Cataratas pela primeira vez a partir da ilha que hoje leva seu nome.
A parte zambiana deste Patrimônio Mundial (Mosi-oa-Tunya) corresponde a 3.779 hectares (ou cerca de 37,8 km²).
A floresta que se formou às margens das quedas (graças à força do spray) abriga plantas raras e mais de 900 espécies de plantas no conjunto transfronteiriço.
O Mosi-oa-Tunya é o único parque nacional em toda a Zâmbia onde você ainda pode ver rinocerontes-brancos na natureza. Eles são tão preciosos que passam 24 horas por dia vigiados de perto por patrulhas armadas contra caçadores.
O Arco-Íris Lunar (Moonbow) é um dos fenômenos naturais mais raros do mundo e o parque da Zâmbia abre oficialmente as portas à noite na lua cheia para isso. Como o spray de Victoria Falls é gigante, a luz da lua cheia consegue refratar nas gotículas de água, criando o arco-íris noturno.
Dentro da área do parque ficam as ruínas e o cemitério de Old Drift, o primeiro assentamento europeu na região. Antes da construção da ponte em 1905, era ali que as carroças de bois eram colocadas em balsas para cruzar o perigoso Rio Zambeze.
Mochileirinhas:
Se estiver viajando com crianças (principalmente as "espevitadas"), fique sempre alerta e repita diversas vezes que não podem subir nas barreiras de segurança (nem passar pelo vão, claro).
O safári no Parque Nacional Mosi-oa-Tunya é um passeio imperdível para famílias. Este parque pequeno, mas fascinante, oferece a oportunidade de avistar zebras, girafas, elefantes, antílopes e até mesmo rinocerontes brancos. Os passeios costumam ser curtos (2 a 3 horas), perfeitos para crianças pequenas.
É o gosto, alegria, emoção, adrenalina, paz, natureza, curiosidade, susto, ... uma mistura de sentimentos e emoções.
Aqui é a experiência de estar junto com a mãe natureza é sentir a sua presença agradável e fascinante.
Experiência única sempre que se está neste lugar, um parque que conserva a sua natureza original.
Caminhar pelo parque é uma sensação de paz é emoção que revigora a alma e é o espírito.
Victoria Falls são uma atração e tanto... Pese embora do lado zimbabuano da fronteira tens a melhor perspectiva!!
Mas as fendas em si já proporcionam um show e tanto!
O parque é lindo. Vistas maravilhosas. Lugar organizado e bem cuidado. Não ficam vendedores ambulantes dentro tentando te vender coisas. Isso torna o passeio bem prazeroso. Reserve pelo menos 3-4 horas pra aproveitar bem