Se você está em busca de informações sobre o Egito, algo me diz que você está fazendo planos para visitar esse antro de história e cultural mundial. Você está com sorte, porque, neste post, eu vou compartilhar aquelas coisinhas básicas que todos precisam saber antes de viajar para um destino. O Egito é um destino turístico cada vez mais popular, uma combinação única de patrimônio histórico, paisagens deslumbrantes e uma atmosfera moderna nas cidades como Cairo e Alexandria.
Onde fica
O Egito liga o nordeste da África e o sudoeste da Ásia através da Península do Sinai. É um país mediterrâneo com fronteira com a Palestina (Faixa de Gaza) e Israel a nordeste, o Golfo de Áqaba e o Mar Vermelho a leste, o Sudão ao sul e a Líbia a oeste. A península do Sinai, na enorme porção leste do país, é justamente a parte do Egito que integra o Oriente Médio. Pra quem tem dúvidas se o Oriente Médio é um "continente" por si só, saiba que não! Na verdade, ele ocupa uma posição estratégica entre três continentes: Ásia, África e Europa. A região abrange os seguintes países: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrein, Chipre (e a República Turca do Norte do Chipre), a parte asiática do Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Israel (veja meu post aqui), Irã, Iraque, Jordânia (veja meu post aqui), Kuwait, Líbano, Omã, Palestina, Qatar, Síria e a parte asiática da Turquia.
Ou seja, a região é uma mistura de povos árabes, persas, turcos, curdos, e muito mais. É o berço de importantes civilizações antigas, como, por exemplo, sumérios, babilônios, egípcios, assírios e persas. É, também, considerado o local de origem das três principais religiões abraâmicas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Por exemplo, a cidade de Jerusalém, na Palestina, é fundamental para essas 3 religiões. Outro exemplo é a área do Golfo Pérsico, que representa apenas uma porção dessa região, e constitui uma rota vital para o transporte marítimo global, especialmente de petróleo e gás natural. Por isso mesmo, é comum ocorrer disputas territoriais, rivalidades políticas e tensões étnicas e religiosas na região.
Por que essa área se chama "Levante"?
A parte do Oriente Médio que inclui Síria, Líbano, Jordânia, Israel, Palestina e parte do sudoeste da Turquia recebe esse nome devido à sua localização geográfica em relação ao nascer do sol, ou seja, ao leste, sendo uma das primeiras áreas a serem banhadas pelo sol ao amanhecer. O termo "Levante" tem suas raízes na palavra latina "levantis", que significa "leste" ou "nascente".
Sobre
Nome no idioma local: Kṃt (em egípcio), Ⲭⲏⲙⲓ (em copta), مصر (em árabe).
Capital: Cairo
Continente: África e Ásia
População: 110 milhões
Idioma oficial
No Egito, a língua oficial é o árabe egípcio, ou simplesmente Masri/Masry (مصرى), que é a variante mais falada do árabe e tem um sotaque bem distinto. Além disso, muita gente no país entende inglês e francês, principalmente nas áreas turísticas e grandes cidades. Contudo, se a gente voltar no tempo, o Egito Antigo tinha sua própria língua: o egípcio antigo, que foi evoluindo ao longo dos séculos. Ele começou lá atrás com os hieróglifos, que eram aquela famosa escrita cheia de símbolos, e depois deu lugar ao demótico (uma versão mais simplificada) e, por fim, ao copta, que é a última fase do idioma e ainda sobrevive nas liturgias da Igreja Copta até hoje. No extremo sul do Vale do Nilo, nas redondezas das famosas cidades de Kom Ombo e Aswan, existem, pelo menos, 300.000 falantes de línguas núbias, como, por exemplo, nobiin e kenuzi. Da mesma forma, cerca de 30.000 berberes egípcios vivendo no oásis de Siwa falam a língua siwi, que é uma variedade da língua berbere do norte da África.
CURIOSIDADE: De todas as variedades da língua árabe, podemos dizer que a forma mais "compreensível" em todo o Oriente Médio e Norte da África é justamente o árabe egípcio. Isso se deve, provavelmente, à influência do cinema e da indústria musical egípcia em todo o mundo de língua árabe.
Moeda
A moeda oficial do Egito é a libra egípcia, que é abreviada como EGP (Egyptian Pound). A libra egípcia é subdividida em 100 partes chamadas piastres.
Dicas e alertas sobre dinheiro no Egito
ATENÇÃO: A maioria dos restaurantes e lojas no Egito aceita só dinheiro vivo, isso sem falar nas barraquinhas de rua, claro. Ou seja, é melhor sempre andar com uma quantia (de forma segura) de grana viva pra usar no dia a dia.
DICA: A melhor coisa para quem está indo pro Egito é levar DÓLAR pra trocar nas casas de câmbio de lá (chamadas "maktab saraf"). Isso, porque, muitas acomodações no Egito só aceitam o pagamento de estrangeiros nessa moeda, algo previsto na lei egípcia! Sim, preste atenção durante a reserva da acomodação, pois esse dado costuma aparecer de forma clara na hora de confirmar o pagamento. Fique atento!
DICA 2: O aeroporto de Cairo tem muitos bancos que funcionam 24 horas e oferecem excelentes taxas de câmbio, tão boas quanto as casas de câmbio (maktab saraf) do centro da cidade. Isso não é comum em outros lugares do mundo, já que, geralmente, a regra é trocar somente o necessário no aeroporto e depois trocar o restante que precisar em casas de câmbio no centro da cidade. No entanto, aqui no Egito, você não só pode como DEVE trocar já no aeroporto uma primeira quantia.
DICA 3: É muito comum encontrar casas de câmbio oficiais dentro dos hotéis no Egito, principalmente os mais bem estruturados. Ainda que não seja a melhor taxa do mundo, elas são SIM de confiança e VALEM A PENA por ser um ambiente seguro para você carregar dinheiro pra cima e pra baixo.
ALERTA: Você vai encontrar muixos caixas eletrônicos (ATMs) nas suas andanças pelas principais cidades egípcias. Porém, antes de sair sacando dinheiro com seus cartões internacionais, preste atenção nas taxas cobradas por aquele banco em cada saque. Podem ser valores exorbitantes, e isso varia de banco para banco e de ATM pra ATM.
Visto
Atualmente, os cidadãos brasileiros que desejam visitar o Egito precisam obter um visto de turismo. Aqui estão as etapas básicas:
1- Solicitação de Visto: Isso pode ser feito entrando em contato com a embaixada ou consulado egípcio mais próximo. A Embaixada do Egito fica em Brasília e é capacitada para atender pessoas de qualquer região do Brasil (via email: egypt.brasilia@gmail.com). Já por meio do Consulado do Egito, o órgão fica situado no estado do Rio de Janeiro (email: consuladodoegito@yahoo.com)
OBS: Recentemente, brasileiros se tornaram elegíveis ao visto eletrônico, o chamado e-visa (site oficial). Isso facilita e agiliza bastante o processo.
2- Documentação Necessária: passaporte válido, formulário de solicitação preenchido, comprovante de meios financeiros suficientes para a estadia no Egito e uma foto recente (sua e do passaporte).
3- Taxas de Visto: entrada única: U$ 25; múltiplas entradas: U$ 60.
4- Processamento do Visto: O tempo necessário para processar um visto por vias tradicionais pode variar, então, é aconselhável solicitar o visto com antecedência suficiente antes da data planejada de viagem. Tanto para aqueles que fizerem o processo via embaixada, quanto via consulado, o prazo de resposta MÉDIO é o mesmo: 10 dias úteis.
5- Entrada no Egito: Após a emissão do visto, os viajantes podem entrar no Egito e devem garantir que mantenham o visto válido durante sua estadia no país.
ALERTA: O visto tem validade de 3 meses a partir do momento em que foi emitido. Então não adianta emitir 6 meses antes de ir, porque ele vai ter expirado quando você for embarcar!
De qualquer forma, esses requisitos podem mudar com o tempo, então, verifique as informações mais recentes diretamente com a embaixada ou consulado do Egito em seu país de residência.
Religião
O Egito é predominantemente um país muçulmano e a religião desempenha um papel fundamental na vida cotidiana de lá. Dito isso, a grande maioria da população segue a vertente sunita do Islã. Contudo, há também uma minoria cristã significativa no Egito, de 10% a 15% da população, que pertence, principalmente, à Igreja Ortodoxa Copta. Esse é "apenas" uma das mais antigas denominações cristãs do mundo, com raízes que remontam ao século I d.C. Há, também, outras minorias religiosas no Egito, incluindo pequenas comunidades de judeus e bahá'ís, mas elas são muito menores em comparação com a maioria muçulmana e a comunidade cristã.
Clima
De maneira geral, o clima do Egito é predominantemente desértico ou, como eu expliquei para as minhas filhas quando estivemos lá, é assim: "atravessamos o deserto do Sahara, o sol estava quente e queimou a nossa cara!". Ou seja, nos meses de verão (junho a agosto) você vai enfrentar temperaturas absurdamente quentes, entre 30°C a 40°C ou até mais em algumas regiões do sul, como Luxor e Aswan (onde chega FACILMENTE aos 50º). A alta temporada é no inverno (dezembro a fevereiro), quando as temperaturas diurnas variam de 15°C a 25°C, assim como durante o outono.
DICA: Há quem diga que a primavera é outra estação agradável no Egito, quando as temperaturas começam a subir gradualmente. Dito isso, a gente "curtiu" a primavera deles e achou que ía desfalecer a cada metro que caminhávamos ao ar livre em Luxor e na região do Alto Nilo. Fazia 42ºC de manhã. O jeito era bater perna super cedo, curtir a piscina (às margens do Nilo) à tarde, e voltar a passear à noite!
Saúde
O sistema de saúde egípcio enfrenta os mesmos desafios que todo país "em desenvolvimento", ou seja, falta de infraestrutura, baixos investimentos e recursos escassos. Dessa forma, vale aquela regrinha de ouro para turistas e visitantes estrangeiros: contrate um bom seguro de saúde de viagem que cubra despesas médicas, incluindo tratamento hospitalar e repatriação em caso de emergência.
DICA: Oficialmente, a imigração egípcia exige a apresentação do comprovante internacional de vacinação contra a febre amarela para entrar no país. Para ser válida, você precisa ter feito a vacinação pelo menos 10 dias ANTES da viagem. Pode até ser que eles não te peçam na hora, mas não seja irresponsável de não providenciar! Veja aqui todos os detalhes de como você pode conseguir o seu comprovante EM INGLÊS.
Segurança
Embora o Egito seja um destino turístico popular com uma rica história e cultura, a segurança no país é uma consideração importante para os visitantes estrangeiros, assim como para os moradores. Infelizmente, o Egito tem um histórico de ataques e ameaças terroristas, especialmente em áreas como o Sinai, de grupos extremistas como, por exemplo o Estado Islâmico. Portanto, algumas áreas devem ser evitadas durante a sua viagem, ou, então, feitas somente como parte de um passeio guiado por agências locais (confiáveis).
ALERTA: Não foram poucos os casos que tomamos conhecimento de pessoas (brasileiros) que passaram perrengue ou quase sofreram consequências assustadoras por tentarem circular "à vontade" pela área da Península do Sinai, incluíndo os resorts do Mar Vermelho de lá. Não só ao ler relatos na internet, mas estando lá no Egito e encontrando com essas pessoas durante a viagem. Isso é triste, é revoltante, é frustrante, ainda mais em se tratando de uma região tão cultural e historicamente rica como a Península. Mas é a realidade do Egito. Então, se junte a algum tour guiado se quiser conhecer as atrações de lá.
Por outro lado, os crimes "comuns", como roubo de bolsas e furtos, podem ocorrer em áreas turísticas e urbanas assim como acontecem no Brasil ou qualquer grande cidade turística. Então, tome cuidado com seus pertences (celular, câmera, bolsa, etc) da mesma forma que, infelizmente, já fazemos nas grandes cidades brasileiras. Em caso de emergências, ligue 123 (ambulância), 180 (bombeiros) ou 126 (polícia turística).
Voltagem
A voltagem elétrica padrão é 220V, com uma frequência de 50Hz e as tomadas seguem os padrões tipo C e F. Portanto, verifique se seus aparelhos são compatíveis ou leve um adaptador universal.
Fuso horário
O Egito está no fuso horário de GMT+2, ou seja, 5 horas a frente do Brasil. Durante o horário de verão, o país adota o fuso horário da Europa Central de Verão, que é GMT+3, ficando com 6 horas a mais em relação ao Brasil.
Horário comercial
O horário comercial no país pode variar dependendo da época e do tipo de estabelecimento. No entanto, em geral, os horários comerciais típicos para escritórios e empresas no Egito são de domingo a quinta-feira (viram a diferença?), começando entre 8h e 9h e terminando por volta das 17h ou 18h da tarde. Lembrando que há sempre uma pausa para o almoço entre 12h e 14h. Por outro lado, os estabelecimentos comerciais funcionam 7 dias na semana, sendo das 10h às 22h (ou mais) durante a semana e com o encerramento ainda mais tarde durante os fins de semana. Algumas lojas ainda podem fechar durante o horário de almoço.
Características de um país de maioria muçulmana
ATENÇÃO: Sexta-feira é o dia de descanso semanal no Egito, o equivalente ao domingo em muitos países ocidentais (como o Brasil). Ou seja, é quase certo que lojas e empresas estejam fechadas ou operem em horários reduzidos nesse dia, enquanto os estabelecimentos em zonas turísticas ou centros comerciais maiores permanecem abertos.
LEMBRETE: Como em muitos países muçulmanos, as 5 orações diárias são uma parte importante da rotina para muitos egípcios. Os estabelecimentos comerciais e locais de trabalho frequentemente param durante as orações. Além disso, durante feriados religiosos islâmicos e celebrações, como o Ramadan, os horários se alteram bastante.
Considerações finais
Enfim, eu sei que eu nem preciso "vender" muito a ideia de visitar o Egito para os viajantes que leem esse blog, mas aqui você encontrou bem mais do que informações básicas de lá: foram informações, (MUITAS) dicas e alertas de roubadas. O que você tá esperando pra fazer as malas e vir explorar o Egito?
"Eu falei faraó-ó-ó!"
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Egito - Onde fica e Informações Básicas
Se você está em busca de informações sobre o Egito, algo me diz que você está fazendo planos para visitar esse antro de história e cultural mundial. Você está com sorte, porque, neste post, eu vou compartilhar aquelas coisinhas básicas que todos precisam saber antes de viajar para um destino. O Egito é um destino turístico cada vez mais popular, uma combinação única de patrimônio histórico, paisagens deslumbrantes e uma atmosfera moderna nas cidades como Cairo e Alexandria.
Egito - Tudo sobre
Egito é um país com uma história fascinante, uma cultura rica e uma influência duradoura no mundo. Suas realizações antigas continuam a atrair visitantes e estudiosos de todo o mundo, enquanto sua cultura contemporânea reflete uma mistura de tradição e modernidade.
Alexandria
Antiga capital do Egito greco-romano, Alexandria (Al-Iskandariyya) tem alma mediterrânea e um passado riquíssimo. A nova Biblioteca de Alexandria, o Forte de Qaitbay e as catacumbas de Kom El Shoqafa são imperdíveis. A cidade é moderna, praiana e um ótimo respiro do calor do interior.
Assiut
Um importante centro urbano e universitário do Alto Egito, Assiut (Asyūṭ) tem uma forte identidade egípcia tradicional. A cidade homônima é grande e movimentada, com um interessante museu arqueológico e acesso a monastérios cristãos coptas nas colinas ao redor.
Aswan
Charmosa, tranquila e cheia de cultura núbia, Aswan (Aswān) é a base para visitar o impressionante Templo de Philae, a Represa de Aswan e fazer passeios de feluca no Nilo. Também é daqui que se chega até o icônico Abu Simbel, perto da fronteira com o Sudão. Um dos lugares mais marcantes do sul do Egito.
Beheira
Localizada entre o Delta do Nilo e o Mediterrâneo, Beheira (Al-Buḥayrah) é essencialmente agrícola, com áreas férteis e canais de irrigação. A cidade de Damanhur é a capital, e há um ou outro ponto de interesse histórico, mas o turismo aqui é bem modesto.
Beni Suef
O governorato de Beni Suef (Banī Suwayf) fica ao sul do Cairo e tem um perfil mais rural e agrícola, com plantações ao longo do Nilo. A cidade de Beni Suef, capital regional, não é foco turístico, mas há ruínas arqueológicas espalhadas, como Heracleópolis Magna. É uma parada rápida para quem cruza o país por terra.
Cairo
O coração do Egito moderno e sua capital oficial, o Cairo (Al-Qāhira) é uma metrópole frenética e cheia de contrastes. Aqui se misturam relíquias faraônicas no Museu Egípcio, mesquitas medievais no Cairo Islâmico e avenidas modernas. É a porta de entrada do país e base pra quem vai visitar as pirâmides. Não confunda: as pirâmides estão tecnicamente em Gizé, mas são acessadas com facilidade a partir daqui.
Dakahlia
Mais urbano que os vizinhos do Delta, Dakahlia (Ad-Daqahlīyah) tem como capital a cidade movimentada de Mansoura, importante centro universitário. A região tem influência europeia, visível em parte da arquitetura, e é um polo cultural fora do eixo Cairo-Alexandria.
Damietta
Famosa pela produção de móveis artesanais e doces típicos, Damietta (Dumyāṭ) é uma cidade portuária na foz do Nilo, com praias no Mediterrâneo. A vila de Ras El Bar, onde o Nilo encontra o mar, é um curioso ponto turístico local.
Faiyum
Faiyum (Al-Fayyūm) é um dos governoratos mais interessantes fora da rota tradicional: tem o Oásis de Faiyum, o Lago Qarun e o incrível Wadi El-Hitan (Vale das Baleias), um sítio paleontológico cheio de fósseis de cetáceos. A cidade de Faiyum é vibrante e cercada por vilarejos, com forte apelo ecológico e cultural.
Gharbia
Bem no meio do Delta do Nilo, o governorato de Gharbia (Al-Gharbiyya) tem foco forte na produção de algodão e têxteis. A cidade de Tanta, sua capital, é famosa pela celebração anual do Moulid de Sayid Ahmed el-Badawi, um dos maiores festivais sufis do país.
Gizé
Lar das famosas pirâmides e da Esfinge, Gizé (Al-Jīzah) é tão turística quanto histórica. Também abriga o novo Grande Museu Egípcio (GEM) e vários bairros residenciais que se estendem a partir do Cairo. A fronteira entre os dois é praticamente simbólica — muita gente trabalha num e mora no outro.
Ismailia
Localizada às margens do Canal de Suez, Ismailia (Al-Ismāʿīliyya) é uma cidade tranquila, com avenidas arborizadas e um ar mais europeu. Fundada por franceses durante a construção do canal, tem resquícios coloniais e uma orla charmosa ao longo do Lago Timsah. É um bom ponto de parada pra quem cruza a região do canal.
Kafr El Sheikh
Outro governatorato no Delta do Nilo, Kafr El Sheikh conta com vastos campos de arroz e pesca de água doce. A capital leva o mesmo nome e o destaque turístico vai para a área costeira de Baltim, que tem praias frequentadas por egípcios, especialmente no verão.
Luxor
O maior museu a céu aberto do mundo! Luxor (Al-Uqṣur) é um dos pontos altos de qualquer viagem ao Egito, com o Templo de Karnak, o Vale dos Reis, o Templo de Hatshepsut e muito mais. A cidade em si é tranquila e tem bons hotéis e cruzeiros saindo dali pelo Nilo. Um destino essencial.
Mar Vermelho
Super turístico, o governorato costeiro do Red Sea (Al-Baḥr al-Aḥmar) concentra os famosos resorts de Hurghada, El Gouna e Marsa Alam, com praias paradisíacas, mergulho em recifes e infraestrutura internacional. Também dá acesso ao Deserto Oriental e a trilhas e monastérios históricos.
Matruh
Matruh (Maṭrūḥ) vai do litoral mediterrâneo ao Deserto Ocidental, sendo famoso por suas praias incríveis em Marsa Matruh e, principalmente, pelo oásis de Siwa, um destino místico e tranquilo, com ruínas de templos, salinas e paisagens surrealistas. Região muito procurada por quem quer fugir do básico.
Minya
Minya (Al-Minyā) é conhecida como a noiva do Alto Egito por sua beleza natural e importância cultural. Tem relevância histórica por abrigar o sítio arqueológico de Tell el-Amarna, capital de Akhenaton. A cidade de Minya, às margens do Nilo, é uma das maiores do sul e tem clima universitário.
Monufia
Conhecida como a terra natal de vários presidentes egípcios (inclusive Mubarak e Sadat), Monufia (Al-Munūfiyya) tem um caráter rural e tradicional. A capital é Shibin El Kom, e, embora não turística, a região representa bem o Egito do interior, com vilas tranquilas e forte identidade local.
Port Said
No extremo norte do Canal de Suez, Port Said (Būr Saʿīd) é uma cidade portuária com um ar nostálgico e colonial, com arquitetura do século XIX. O Ferry gratuito que atravessa o canal é uma curiosidade local, e o bairro francês mantém o charme do passado. Embora fora do circuito clássico, vale a visita rápida pra quem estiver explorando o delta.
Qalyubia
Parte da Grande Cairo, o governatorato de Al-Qalyūbiyya é mais conhecido por sua função residencial e industrial do que por turismo. Ainda assim, tem algumas áreas agrícolas e vilas com produção local, mas é basicamente zona de apoio ao caos urbano da capital.
Qena
Esse governorato do Alto Egito guarda uma das joias arqueológicas do país: o Templo de Dendera, um dos mais bem preservados do Egito. A capital, também chamada Qena, serve de base pra quem visita esse sítio. A região é cortada pelo Nilo e tem um ritmo bem mais calmo.
Sharqia
Um dos governoratos mais populosos do Egito, Sharqia (Ash-Sharqiyya) tem foco agrícola. A cidade de Zagazig é o centro urbano e lar da Universidade de Zagazig. Apesar de não ser ponto turístico, há sítios arqueológicos próximos e restos de cidades do Antigo Egito, como Bubastis.
Sinai do Norte
A região do Norte do Sinai (Shamāl Sīnāʼ) tem relevância histórica e geopolítica, mas é bem menos visitada por turistas. A capital é El Arish, na costa mediterrânea, e há diversos vestígios arqueológicos, mas também tensões ocasionais ligadas à segurança. Recomenda-se cautela para visitas na região.
Sinai do Sul
Famosíssimo pelas praias de Sharm El-Sheikh, Dahab e Nuweiba, o sul da Península do Sinai (Janūb Sīnāʼ) é queridinho de turistas e mergulhadores. Também é aqui que fica o Monte Sinai, onde segundo a tradição Moisés recebeu os 10 mandamentos, e o Monastério de Santa Catarina, um dos mais antigos do mundo ainda em funcionamento.
Sohag
Um dos governoratos menos turísticos, mas com potencial arqueológico. A cidade de Abydos, ao norte de Sohag, abriga o Templo de Seti I, um dos mais importantes do Antigo Egito, riquíssimo em hieróglifos. A capital é a cidade de Sohag, que serve de apoio logístico.
Suez
Na entrada sul do Canal de Suez, As-Suways é mais funcional que turística, com foco em comércio, indústria e transporte marítimo. Tem importância estratégica, mas poucos atrativos. Pode servir como base pra quem vai explorar o deserto ou cruzar para a Península do Sinai.
Vale Novo
Vale Novo (Al-Wādī al-Jadīd) é o maior governorato em extensão, ocupando boa parte do Deserto Ocidental, com vastas áreas desérticas e oásis remotos. Abriga lugares pouco visitados, como Kharga, Dakhla e Farafra, com ruínas, fontes termais e fortalezas romanas. É uma joia para quem busca aventura fora do comum.