Esta instalação de grandes dimensões reúne fragmentos de diferentes estilos arquitetônicos em uma espécie de labirinto. Arcos, cúpulas, frontões, paredes, grades, andaimes, escadas e outros elementos aparecem justapostos, criando um espaço que parece, ao mesmo tempo, familiar e desconcertante. Ao caminhar pela obra, o visitante é convidado a refletir sobre como os espaços que habitamos influenciam nossa percepção, nossa memória e nossas relações.
Dica/Vantagem:
- Caminhe por todo o percurso em vez de observar a obra apenas de fora. A experiência foi pensada para ser vivida em movimento.
- Repare como elementos de origens muito diferentes convivem no mesmo espaço: igrejas, escolas, canteiros de obras e referências da arquitetura clássica aparecem lado a lado.
- Vale a pena explorar a obra sem tentar encontrar um único significado. Cada visitante costuma estabelecer relações diferentes entre os elementos presentes.
Curiosidade:
- Rommulo Vieira Conceição é formado em Geologia antes de se dedicar às artes visuais. Sua produção costuma investigar as relações entre espaço, arquitetura e sociedade, questionando como atribuímos significado aos lugares que ocupamos.
- O longo título da obra funciona quase como uma pista para sua interpretação: mais do que representar um lugar específico, a instalação propõe pensar o espaço como algo inacabado, mutável e construído continuamente pelas pessoas que o ocupam.
- A instalação reúne referências muito variadas, como arcos romanos, cúpulas islâmicas, frontões clássicos, elementos de igrejas pentecostais, escolas públicas e até grandes redes comerciais brasileiras, mostrando como diferentes linguagens arquitetônicas convivem na paisagem contemporânea.
- Entre os objetos presentes estão também quartinhas (vasos utilizados em religiões de matriz africana), aproximando diferentes tradições culturais e religiosas em um mesmo espaço.
Interessante, mas estranha kk