À primeira vista, você se depara com uma estrutura externa que lembra um iglu de lona ou um pavilhão geodésico minimalista. No entanto, o verdadeiro espetáculo acontece lá dentro: em uma sala completamente escura, um chafariz jorra água continuamente no centro do espaço, iluminado apenas por flashes intermitentes de uma luz estroboscópica. O efeito ótico gerado é espetacular, fazendo com que as gotas de água pareçam flutuar no ar e congelar no tempo como se fossem milhares de cristais suspensos.
O aclamado artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson projetou o pavilhão para criar um choque nos sentidos de quem entra. A transição abrupta da luminosidade dos jardins tropicais para o breu completo do interior da obra prepara o cérebro para vivenciar um fenômeno que desafia a nossa percepção comum do fluxo do tempo.
By Means of a Sudden Intuitive Realization (1996) foi exibida pela primeira vez na Manifesta Biennale I (1996), em Roterdã (Holanda).
O título da obra faz uma alusão poética ao momento exato em que temos uma grande ideia ou um estalo de criatividade: aquele milésimo de segundo em que tudo parece clarear na nossa mente.
Dica/Vantagem:
Ao entrar na sala escura, espere alguns segundos para que suas pupilas se adaptem à ausência de luz natural. Só então o efeito visual das gotas congeladas ficará perfeitamente nítido e tridimensional.
Como a obra utiliza luz estroboscópica intensa (flashes rápidos e contínuos de luz), ela é estritamente contraindicada para pessoas com epilepsia fotossensível ou histórico de tonturas e enxaquecas desencadeadas por estímulos luminosos piscantes.
Formato de um iglu, fiz um vídeo curto de dentro, no local é permitido a experiência que dura apenas 30 segundos e não é recomendado para pessoas com complicações neurológicas, gestantes ou quem tiver problema com fotosensoriais mesmo que muito curiosas porque vão ser afetados de fato (como eu). Rs