Um pavilhão permanente que abriga uma exposição obras históricas do artista conceitual carioca Cildo Meireles. As instalações utilizam objetos cotidianos e jogam com escalas e percepções espaciais. Por exemplo, Inmensa é uma estrutura composta por elementos de madeira que simulam mesas e cadeiras equilibradas uns sobre os outros. Por outro lado, Glove Trotter consiste em uma malha metálica sobre um piso repleto de bolas de variados tamanhos. Já "Desvio para o Vermelho" se divide em três salas consecutivas marcadas pela cor vermelha (Imantação, Entorno e Desvio).
Dica/Vantagem:
- Como se trata de um dos pavilhões mais célebres do instituto, é aconselhável visitá-lo em horários de menor movimento para vivenciar o espaço de maneira mais imersiva.
- As obras "Através" e "Desvio para o Vermelho" propõem experiências que as crianças costumam curtir. Enquanto, na primeira, você contorna obstáculos em um chão de cacos de vidro, na segunda, elas brincam de identificar os objetos da mesma cor.
- Cuidado ao visitar "Através" com os pequenos, porque algumas texturas que estão penduradas são arame farpado e telas de metal.
Curiosidade:
- Cildo Meireles (nascido no Rio de Janeiro, em 1948) é um dos maiores e mais influentes nomes da arte contemporânea mundial e um dos pioneiros da arte conceitual e da instalação artística no Brasil.
- Ele foi o primeiro artista brasileiro vivo a ganhar uma grande exposição retrospectiva na renomada galeria Tate Modern, em Londres (2008). Suas obras também já rodaram os principais museus do mundo, incluindo o MoMA em Nova York e o Museu Reina Sofía em Madri, além de participações históricas em várias edições da Bienal de Veneza e da Bienal de São Paulo.
- De acordo com o próprio artista, a cor vermelha foi escolhida por suas qualidades físicas de saturação e por carregar múltiplos significados simbólicos e históricos, sem uma única interpretação fechada.
Fiquei decepcionado. Se o branco serve para acentuar a "falha" da percepção ou o limite do objeto, para um olhar mais analítico, isso soa como desculpa para atenuar o trabalho de pintar cada engrenagem. A galeria falha na sua premissa de 'impregnação' ao permitir exceções, o que quebra a imersão.
Entendo nada de arte. Mas essa galeria me trouxa uma experiência sensorial incrível. Há riqueza de detalhes refletidas nos objetos que remetem a situações do cotidiano. A sala escura me remeteu imediatamente á tragédia ambiental ocorrida na cidade , e me emocionou.
Cildo Meireles constrói uma produção interessada em questões sociais, políticas, econômicas e da história (tanto da arte quanto do Brasil). Iniciou os seus estudos em artes na Fundação Cultural do Distrito Federal (Brasília), em 1963. Ele faz parte da geração de artistas brasileiros que, a partir do final dos anos 1960, foi influenciada pela arte conceitual.
Seus objetos e instalações obedecem a escalas variadas e têm como ponto de partida ações cotidianas e pequenos deslocamentos. Ele realizou exposições em importantes museus, sendo o segundo brasileiro a ganhar uma retrospectiva na Tate Modern (Londres), em 2008, depois de Hélio Oiticica. Ao longo de sua carreira, participou de edições da Documenta de Kassel (Alemanha), Bienal de Veneza (Itália) e Bienal de São Paulo (Brasil).
A galeria do Cildo Meireles é uma das primeiras instaladas no museu. É um cartão postal e não pode deixar de ser visitado por ninguém. As obras encontradas na galeria possuem diversas interpretações, mas as de cunho político são facilmente reconhecidas. Recomendo a galeria para todos - as crianças adoram o "quarto" vermelho e a sala dos cacos de vidro (já que quem possui sapato fechado pode andar sobre o vidro).
Você só pode caminhar pela obra "Através" de calçados fechados. É uma experiência muito divertida. Visite até o fim. Vá sem medo do escuro e experimente a sensação que o artista propõe. Certeza de que vai mexer com você. A obra Através faz uma alusão às barreiras psicológicas para os nossos objetivos.