À primeira vista, a escultura parece representar duas pessoas abraçadas. Mas, ao observá-la com mais atenção, a percepção muda: os dois corpos compartilham o mesmo tronco, criando uma figura ambígua que pode ser interpretada tanto como um casal quanto como um único corpo diante de seu próprio reflexo. Fundida em bronze, a obra explora temas como identidade, corporeidade e autorrepresentação, deixando espaço para múltiplas interpretações.
Dica/Vantagem:
- Circule completamente ao redor da escultura. A relação entre os corpos muda conforme o ângulo de observação.
- Repare que não há cabeças nem outros elementos que individualizem as figuras. Essa ausência faz parte da proposta do artista.
- A outra escultura do artista que está no parque é um sucesso entra a criançada: e tem gramado suficiente ao redor para eles tentarem imitar as cambalhotas!
Curiosidade:
- Criada em 2001, a escultura faz parte da pesquisa de Edgard de Souza sobre o corpo humano e suas transformações.
- Inspirando-se na tradição da estatuária em bronze dos séculos XVII ao XIX, o artista resgata um material clássico, mas rompe com a representação convencional da figura humana ao fundir dois corpos em uma única estrutura.
Belas esculturas se exercitando.
Muito divertidas, fazem a gente pensar sobre nós mesmos