Esta escultura monumental em aço corten exemplifica a linguagem característica de Amílcar de Castro: uma única chapa metálica é cortada e dobrada para criar uma forma tridimensional, sem soldas ou acréscimo de material. Apesar da aparência simples, a obra transmite uma impressionante sensação de equilíbrio e movimento, convidando o visitante a observá-la de diferentes ângulos.
Dica/Vantagem:
- Caminhe ao redor da escultura. Ela muda completamente de aparência conforme o ponto de observação.
- Repare que os vazios são tão importantes quanto a chapa de aço. Os cortes permitem enxergar a paisagem através da obra, criando um diálogo entre interior e exterior.
- Observe a coloração do aço corten. A tonalidade enferrujada não é sinal de desgaste, mas uma característica intencional do material.
Curiosidade:
- Criada em 2001, esta escultura pertence à fase final da carreira de Amílcar de Castro (1920–2002), um dos principais nomes da escultura brasileira e signatário do Manifesto Neoconcreto.
- Além de escultor, Amílcar de Castro revolucionou o design editorial brasileiro ao conduzir a histórica reforma gráfica do Jornal do Brasil na década de 1950, sendo considerado um dos maiores designers gráficos do país.
- Desde a década de 1950, o artista desenvolveu uma técnica própria baseada em apenas duas operações: cortar e dobrar uma chapa de metal. Um dos princípios fundamentais da sua obra era não adicionar nem retirar material. A escultura nasce apenas do corte e da dobra de uma única chapa metálica, sem soldas, parafusos ou emendas.
- O aço corten foi escolhido justamente porque sua oxidação superficial protege o metal e muda de tonalidade com o passar do tempo, fazendo com que a obra acompanhe naturalmente o envelhecimento da paisagem.
A leveza do aço que parece fácil dobrar. Uma obra que apenas vendo para se encantar.