A Victoria Falls Bridge não é apenas uma obra de engenharia para ligar dois países: ela é o verdadeiro coração de ferro da região e o monumento mais cinematográfico do circuito. Suspensa sobre o desfiladeiro de Batoka, ela serve de passarela para pedestres, linha de trem, estrada para carros e, claro, o maior palco de adrenalina da África Austral.
História
A ponte foi uma exigência direta do magnata britânico Cecil Rhodes, dentro do seu plano megalômano de construir uma ferrovia que ligasse a Cidade do Cabo ao Cairo. Rhodes faleceu em 1902, antes de ver o projeto pronto, mas deixou uma instrução famosa aos engenheiros: "Construam a ponte onde os trens ao passar possam sentir o spray das cataratas". Projetada em Londres por George Hobson, as peças de aço foram fabricadas na Inglaterra, enviadas de navio até Moçambique e montadas no local em tempo recorde, sendo inaugurada oficialmente em 1905 pelo filho de Charles Darwin.
Quando chegar na guarita do Zimbábue, diga claramente que você vai apenas caminhar na ponte e voltar. Eles vão te dar um papelzinho carimbado ("bridge pass"). Guarde-o como ouro, pois você precisará devolvê-lo na volta para reentrar no país sem pagar um novo visto.
O meio da ponte é o único lugar do circuito onde você consegue tirar uma foto com um pé no Zimbábue e o outro na Zâmbia (há uma linha pintada no chão marcando a fronteira exata!).
As atividades extras na ponte são pagas e operadas pela empresa Victoria Falls Bridge Company, seja o bungee jumping, o bridge swing ou o bridge tour (passeio guiado pelas passarela de manutenção embaixo da ponte).
A névoa é real: leve capa ou proteja eletrônicos, pois, dependendo da época do ano, você pode sair ensopado.
A travessia da fronteira entre Zimbábue e Zâmbia se restringe a alguns horários, que são: Inverno: 6h30 – 18h; Verão: 6h – 18h.
Alerta:
Cuidado com o trânsito pesado de caminhões entre Zâmbia e Zimbábue; mantenha-se nas laterais da ponte, onde há uma faixa de pedestres separada.
Não espere um ambiente com muita estrutura turística: é uma ponte essencialmente voltada pra travessia de caminhões entre os dois países. A atmosfera pode ser um pouco inóspita.
Para atividades radicais, cheque restrições de peso, idade e saúde.
Furada:
Caso você esteja sozinho e, principalmente, se for mulher, saiba que a travessia da ponte não é muito convidativa. Além de não ter nenhuma estrutura turística (apoio policial, etc), você será abordada por diversos moradores locais te pedindo dinheiro, comida, vendendo de tudo, ou insistindo pra ser seu guia. Chega a ser incômodo.
Curiosidade:
A ponte foi encomendada no início do século XX por Cecil Rhodes como parte da proposta Cairo–Cape Railway, um projeto nunca totalmente concluído, mas que rendeu essa estrutura incrível.
O arco de aço tem 128 metros de comprimento e fica a 111 metros acima do rio Zambezi.
O primeiro salto de bungee da ponte rolou nos anos 1990 e virou um dos mais famosos do mundo.
Winston Churchill visitou a ponte em 1907 e ficou impressionado com a ousadia da obra.
Durante a construção, os dois lados da ponte foram erguidos como braços que se estendiam no vazio a partir dos penhascos. Quando as duas metades finalmente se encontraram no meio do abismo, em 1905, a precisão da engenharia britânica foi tão absurda que os buracos dos rebites se alinharam perfeitamente com uma diferença de apenas um milímetro!
A Ponte das Cataratas Vitória é um espetáculo incrível. Além de ser uma ponte para atravessar a fronteira, a vista em si já é uma atração. Recomendo muito reservar um tempo para apreciar a paisagem na ponte.
O trem Livingstone Express passa pelos trilhos ao pôr do sol, proporcionando um belo espetáculo. Recomendo muito ir para ver o pôr do sol, pois o sol alaranjado cria uma vista deslumbrante.
Há muitos babuínos na ponte, o que é interessante, mas lembre-se de não alimentá-los.
A ponte tem bastante espaço para atravessar de um lado para o outro e possui plataformas.
Se você quer tirar fotos panorâmicas, planeje passar um tempo nesta ponte.