Assisti ao concerto de gala em 18 de julho de 2025, na Praça da Cidade Nova, organizado para celebrar o 72º aniversário da Cidade Velha de Varsóvia. Este foi um lugar e uma ocasião especiais, pois há 72 anos, a primeira etapa da reconstrução da Cidade Velha de Varsóvia, quase completamente destruída, foi concluída. Tudo começou com a criação do Escritório de Reconstrução de Varsóvia em 1945. Varsóvia e seus patrocinadores não decepcionaram e organizaram um extraordinário concerto ao ar livre com o mundialmente renomado contratenor Jakub Józef Orliński, acompanhado pelo pianista Michał Biel. Antes do concerto, houve uma breve cerimônia oficial e uma curta apresentação da banda de hip-hop V FILAR, que, através do rap, narrou a história de Varsóvia e introduziu elegantemente a performance do astro, aguardada por uma grande multidão de espectadores e ouvintes reunidos nas janelas e varandas dos prédios ao redor da Praça da Cidade Nova. A entrada para o concerto foi gratuita, o que vale a pena mencionar. Ao levar minha própria cadeira dobrável, consegui um ótimo lugar bem ao lado das grades que separavam o palco da área VIP. O anúncio original do concerto, feito com a participação animada da plateia, foi muito bem recebido pela estrela do evento, Jakub Józef Orliński. Sua performance, do início ao fim, provou que ele não se deixou iludir pela fama mundial, que seu comportamento dentro e fora do palco era simplesmente normal, que reagiu com naturalidade tanto ao comportamento típico quanto ao incomum da plateia e que não se considerava uma estrela com privilégios especiais, embora sem dúvida o fosse. Neste concerto, Orliński estava vestido sem exageros, mas com muita elegância, e seu comportamento era descontraído, sem gestos ou palavras desnecessárias. Tudo foi o MELHOR: o melhor anúncio e a melhor performance do artista. Ele cantou em vários idiomas, mas principalmente em polonês. Sua voz única soou fantástica tanto em canções barrocas quanto em canções de Mieczysław Karłowicz e Stanisław Moniuszko. A interpretação comovente de "Lágrima", de Moniuszko, foi dedicada à memória da falecida Joanna Kołaczkowska, uma querida e inesquecível artista de cabaré e teatro. Isso diz muito sobre Jakub Orliński, que demonstrou reações naturais, ausência de maneirismos, excelente conexão com o público e uma lembrança de suas raízes como estudante da Universidade de Música Fryderyk Chopin, em Varsóvia. Vale destacar também a graciosidade com que esse b-boy, que já praticou breakdance, se moveu no palco. Que cara extraordinário e, ao mesmo tempo, natural! E quando ele canta, você se sente como um anjo, pois ele tem uma voz angelical...