A Muralha dos Animais de Cardiff é um notável elemento arquitetônico que circunda os jardins do castelo, famoso por suas esculturas de animais quase dignas de contos de fadas. Foi construída no final do século XIX por iniciativa do terceiro Marquês de Bute e projetada por William Burges – o mesmo arquiteto que reconstruiu o castelo em estilo neogótico. Após a morte de Burges, o projeto foi concluído por seu colega William Frame, e as primeiras esculturas foram instaladas em 1890.
A muralha ficava originalmente ao lado do castelo, de frente para o centro da cidade, e ao longo dela havia nove figuras naturalistas de animais esculpidas em arenito por Thomas Nicholls. Entre elas, um leão, um urso, um macaco, um lince, um lobo e um pelicano – cada animal representado em uma pose dinâmica, como se estivesse olhando por trás da muralha para os transeuntes. Na década de 1920, devido à reconstrução da via pública do castelo, a muralha foi realocada para sua localização atual, e outras esculturas de Alexander Carler foram adicionadas.
Em termos arquitetônicos, o Muro dos Animais combina uma função decorativa com uma cerca defensiva, mas seu maior valor reside na arte escultural e na imaginação de seus criadores. Os animais, esculpidos com meticulosa atenção aos detalhes, parecem reais — possuem rostos expressivos, corpos dinâmicos e características distintivas de cada espécie. Hoje, o muro é um dos símbolos mais reconhecíveis e amados de Cardiff, atraindo a atenção de turistas e moradores como um exemplo da imaginação vitoriana que combinava elementos de arquitetura defensiva com encantadora arte decorativa.