O Lesoto é um dos maiores sítios paleontológicos ao ar livre do planeta, ostentando uma das maiores concentrações de pegadas de dinossauros por quilômetro quadrado do mundo. Em vez de estarem isolados em museus, centenas de fósseis do início do Período Jurássico continuam cravados em seu estado natural em leitos de rios, costões de arenito e tetos de cavernas por todo o país, divididos em quatro regiões principais: Subeng River (Norte), Tsikoane (Norte), Morija/Roma (Centro) e Moyeni (Sul).
História
Há cerca de 200 milhões de anos, a região do Lesoto era um vasto vale pantanoso. Dinossauros carnívoros e herbívoros caminhavam pela lama fresca, que secou sob o sol, foi soterrada por sedimentos e cinzas vulcânicas e, ao longo das eras, petrificou. Os primeiros registros formais desses sítios foram documentados por cientistas na década de 1950, revelando trilhas de caminhadas pré-históricas tão nítidas que ajudaram a catalogar novas espécies africanas.
Tipo Custo
Entrada grátis com atrações pagas
Intensidade de Esforço
Esforço moderado
Tempo de visita (minutos)
60
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Lesoto - Guia para visitar Lesoto: 11 atrações principais
Visitar Lesoto é conhecer um do cantinhos menos visitados (e mais curiosos) da África. No alto das montanhas e cercado pela África do Sul por todos os lados, este reino exala a atmosfera tranquila de um vilarejo esquecido no tempo com mercados locais, centros culturais e belas paisagens naturais nos arredores. Para quem gosta de explorar destinos fora do roteiro tradicional, Maseru é uma porta de entrada interessante para descobrir o singular Reino do Lesoto, o único país independente inteiramente localizado acima de 1.000 metros de altitude.
Lesoto - Informações básicas para visitar o Lesoto
Se você está planejando visitar o Lesoto, prepare-se para conhecer um dos países mais singulares do mundo. Conhecido como o "Reino nas Nuvens", este é o único país do planeta que está inteiramente acima de 1.000 metros de altitude. Esqueça a imagem clássica da savana africana; aqui o cenário é de montanhas dramáticas, neve no inverno e uma cultura preservada que parece ter parado no tempo.
Dica/Vantagem:
- É de praxe e altamente recomendável pagar uma gorjeta de valor similar (US$ 3 a US$ 6 por pessoa) para os guias e jovens da comunidade local que monitoram e indicam a localização exata das pegadas.
- Na região de Subeng (Leribe) é possível encontrar marcas de pelo menos três (mas possivelmente seis) espécies diferentes de dinossauros, incluindo as incomuns pegadas de três dedos do Lesothosaurus, um dinossauro do tamanho de uma galinha.
- As pegadas de Subeng estão no fundo do rio, mas são visíveis quando a água está rasa. Por isso, a melhor estação para vê-las é no inverno (seca).
- As pegadas da área de Quthing são numerosas e ficam disponíveis para visitação 7 dias por semana. Além disso, a taxa de entrada (por pessoa) é super barata.
- Prepare-se para encarar uma trilha puxada (de moderada à intensa) para observar as pegadas de Morija e, ainda que seja possível chegar até elas sozinho, é bem difícil identificar o caminho sem um guia. Entre em contato com a pousada "Morija Guest Houses and Tours", pois eles podem arranjar tudo pra você.
Alerta:
- Reserve entre 45 minutos e 1 hora para os sítios de fácil acesso na beira de estradas (Subeng, Tsikoane e Moyeni). Para os sítios de Morija e Roma, que exigem caminhadas em trilhas de montanha, reserve de 2 a 3 horas.
- O sítio de Moyeni (no sul) é o mais acessível, pois possui uma estrutura coberta com passarelas planas de observação construídas pelo governo sobre as pegadas.
- As pegadas em Subeng, Tsikoane e Morija são pouco acessíveis, exigindo descidas por trilhas de terra batida, caminhada sobre rochas inclinadas e pisos de arenito escorregadios, sendo contraindicados para cadeirantes ou pessoas com mobilidade severamente reduzida.
- Não pise sobre as pegadas, pois, além de desrespeitoso, isso acelera a erosão.
- Não remova pedras para levar como "souvenires": isso é crime.
Curiosidade:
- O país até tem um dinossauro com o nome dele: o Lesotossauro, um lagarto onívoro de 2 metros de comprimento que habitava as montanhas desta região há cerca de 200 milhões de anos.
- As pegadas fossilizadas foram identificadas pela primeira vez como rastros de dinossauros em 1955.
- Nas pegadas preservadas, é possível observar que alguns tinham cinco dedos nos pés, enquanto outros tinham três.
- Em 2017, cientistas descobriram no Lesoto a pegada do Kayentapus ambrokholohali, um carnívoro gigante de 9 metros de comprimento. A descoberta mudou a ciência, pois provou que grandes predadores já habitavam a África muito antes do que se imaginava.
Um diamante bruto com um enorme potencial. Nosso guia era muito experiente e fez um ótimo passeio. Por 60 Milhões por pessoa, valeu muito a pena.
Nosso guia era muito entusiasmado e nos mostrou pegadas de três espécies diferentes, além de alguns rastros de minhocas pré-históricas, um fóssil de planta e alguns ossos. Não nos importamos com a erosão (como mencionado por visitantes anteriores); é a natureza! Ficamos gratos por poder ver o que pudemos, pois não é algo que se vê em qualquer lugar!
Visita após chuva forte, as trilhas estavam difíceis de ver. O guia nos mostrou três trilhas. Elas não eram óbvias, e ele pediu dinheiro além da taxa de entrada.
Uma criança de 6 anos ficou impressionada, mas a visita foi curta e, no geral, decepcionante. Um lugar encantador.
Preste bastante atenção à placa; você pode facilmente perdê-la de vista. O local é exposto às intempéries. E após cada temporada de cheias, as pegadas são diferentes e em número significativamente menor. O guarda e o guia locais mostrarão tudo a você. Você precisará deles, pois as pegadas não são fáceis de encontrar. O custo é de 50 rands por pessoa. Eu recomendo a visita se você estiver passando por perto, mas não faça dela o destino principal.
Mesmo que o sítio arqueológico/paleontológico não atenda aos padrões ocidentais (precisa mesmo?), definitivamente recomendo: localização excelente às margens do rio, paisagem fascinante, guias super simpáticos. Visite, principalmente se você tiver um, dois ou mais pequenos fãs de dinossauros na família, como nós. Eles jamais esquecerão :)