O Golden Hinde é uma réplica em tamanho real do famoso galeão do século XVI comandado pelo icônico (e polêmico) corsário Sir Francis Drake. O navio fica ancorado em uma espécie de dique seco bem na margem sul do Tâmisa. É um museu totalmente interativo onde o viajante pode subir a bordo, explorar os cinco decks de madeira, abaixar-se para andar nos porões apertados, ver de perto os canhões e entender como era a vida claustrofóbica, dura e fascinante dos marinheiros de 450 anos atrás.
História
O navio original ficou famoso entre 1577 e 1580, quando Francis Drake liderou a primeira expedição inglesa a dar a volta ao mundo (recheada de saques a navios espanhóis, claro!). Ao retornar, a Rainha Elizabeth I ficou tão rica com a sua parte dos tesouros que condecorou Drake como cavaleiro no próprio convés. Já esta réplica onde pisamos hoje tem uma história quase tão impressionante quanto o original: ela foi construída em Devon na década de 1970 usando técnicas tradicionais e também deu a volta ao mundo! Ela navegou mais de 140 mil milhas, cruzou oceanos e visitou dezenas de países antes de se aposentar e virar museu em Londres em 1996.
Não deixe de espiar o camarote de Francis Drake. É o único espaço minimamente luxuoso do navio, decorado com móveis de época, mapas antigos e instrumentos de navegação astronômica.
A logística perfeita é visitar o Golden Hinde no final da manhã e correr para o Borough Market para almoçar.
Alerta:
Se você tem mais de 1,70m de altura, vai precisar dobrar a espinha e ficar muito atento para não dar com a testa nas vigas de madeira pesada dos conveses inferiores.
O navio frequentemente é alugado para festas privadas, aniversários temáticos de piratas ou peças de teatro imersivas. Dê uma checada rápida nas redes sociais ou no site deles no dia da visita para garantir que ele estará aberto para o público geral.
Curiosidade:
O nome original do navio de Drake era Pelican. Ele mudou o nome para Golden Hinde (que significa "Cerva de Ouro") no meio da viagem, quando estava prestes a entrar no perigoso Estreito de Magalhães, como uma homenagem ao seu padrinho político, Sir Christopher Hatton, cujo brasão de armas da família tinha justamente uma cerva dourada.
A vida a bordo para a tripulação comum era um pesadelo de higiene. Cerca de 80 homens espremiam-se nos conveses inferiores dividindo espaço com ratos, galinhas vivas (para alimentação), barris de pólvora e água salobra. Tomar banho? Só quando chovia.
Mochileirinhas:
O navio é um "parquinho" maravilhoso para os pequenos, mas os pais precisam ficar segurando na mão o tempo todo por conta das escadas quase verticais e aberturas de carga que podem ser perigosas para quem estiver correndo.
O navio era originalmente conhecido como O Pelicano, mas foi renomeado pelo Drake no meio da viagem, em 1578, quando se preparava para entrar no estreito de Magalhães, chamando-o Golden Hind para cumprimentar o seu patrono, Sir Christopher Hatton, em cujo armorial a crista era de ouro...
Valor/price: £ 6 per person
10/11/22
O Golden Hind foi um galeão Inglês (uma Fragata) mais conhecido por suas circunavegação do globo entre 1577 e 1580, capitaneada por Sir Francis Drake. Ele era originalmente conhecido como O Pelicano, mas foi renomeado pelo Drake no meio da viagem, em 1578, quando se preparava para entrar no estreito de Magalhães, chamando-o Golden Hind para cumprimentar o seu patrono, Sir Christopher Hatton, cujo armorial crista era de ouro ' hind "(o termo heráldico de um cervo feminino). Hatton foi um dos principais patrocinadores da viagem de Drake.