Já aqui vim ver David Hockey, em 2017. Este ano, Março de 2026, a exposição na Tate Britain, que compara as obras de Turner e de Constable, foi o detonador para voltar.
A Tate Britain é guardiã do espólio de Turner (legou @cerca de 300 pinturas e 37 mil esboços e aguarelas).
E eu vim por Turner, um dos meus pintores preferidos, aquele cujas obras me deixam sempre espantada, embevecida, entre o abismo e a quietude, o belo e o sublime. Vastidão, energia, beleza, perigo e medo — emoções intensas a partir de ambientes, atmosferas pictóricas. Esta é a grandeza da arte de Turner.
Irrepreensível, a curadoria da exposição (Amy Boncannon). São exibidas cerca de 170 pinturas, trabalhos em papel e objetos pessoais de Turner e Constable. Após uma entrada com os dois artistas lado a lado, foram separados por salas e, no final, voltaram a juntar-se.
Se Turner é fogo, Constable é água. Se um é prata e prosa, o outro é ouro e poesia. Constable é rigor e realismo, enquanto Turner se antecipa ao impressionismo e abstracionismo.
Esta exposição foi inaugurada em Novembro do ano passado e estará patente até 12 de Abril próximo. Sempre com sessões esgotadas. O melhor é marcar.