O museu é um espaço comunitário e cultural independente focado inteiramente em preservar e celebrar a história, as lutas e a identidade da classe trabalhadora de Somers Town. Sabe aquela vibe de museu de bairro feito por moradores para moradores? É exatamente isso. O acervo é composto por fotos antigas de rua, cartazes de protestos históricos, memórias escritas, roupas de época e objetos do cotidiano doado por vizinhos.
História
O museu é super recente: nasceu oficialmente por volta de 2022 de forma totalmente independente, liderado pela ativista local Diana Foster e por voluntários do bairro. O objetivo principal era impedir que o rico passado de Somers Town fosse apagado pela especulação imobiliária agressiva que está mudando a cara de King's Cross. O bairro historicamente sempre foi um caldeirão de ativismo, tendo sido lar de reformadores sociais, artistas radicais, refugiados políticos e pioneiros da habitação social (como o Padre Basil Jellicoe).
Através do site deles e de QR Codes espalhados pelas paredes do espaço, você consegue acessar mapas digitais criados pela comunidade para fazer walking tours temáticos autoguiados pelo bairro, ouvindo as memórias em áudio dos moradores mais antigos.
Procure pelas seções que falam sobre os moradores ilustres e radicais do passado, como a lendária escritora feminista Mary Wollstonecraft (autora de Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher e mãe de Mary Shelley: autora de Frankestein).
Eles produzem folhetos, livros locais e fanzines artesanais incríveis sobre o bairro. Comprar um desses na lojinha é o melhor souvenir autêntico que você pode levar para casa, além de financiar diretamente o museu.
Alerta:
Por ser tocado por voluntários, o museu não funciona no esquema padrão de "segunda a segunda". Cheque as redes sociais ou o site deles no dia para não dar com a cara na porta!
Como o espaço também funciona como um centro de estudos e ponto de encontro da comunidade, às vezes pode estar rolando uma palestra, reunião de bairro ou oficina artística no meio da sala. Não se acanhe, você será super bem-vindo, mas entre de fininho.
Curiosidade:
O bairro recebeu o nome de "Somers Town" por causa de Lord Somers, que era o dono dessas terras no século XVIII. A área mudou drasticamente quando a ferrovia chegou e cortou o bairro ao meio para construir as imensas estações de St. Pancras e King's Cross, transformando o lugar em um refúgio vibrante (e muitas vezes caótico) de imigrantes franceses, irlandeses e da classe trabalhadora ferroviária.
Nas décadas de 1960 e 1970, o bairro foi um dos grandes epicentros do movimento de squatters (ocupações culturais urbanas) em Londres. O museu guarda cartazes icônicos dessa época em que os jovens e artistas locais se uniam para salvar prédios históricos que o governo queria demolir.
Um lugar ótimo e acolhedor que oferece uma visão perspicaz de uma área subestimada entre Euston e Kings Cross. Equipes realmente informativas e entusiasmadas administram este espaço.
Eu pessoalmente não conhecia esta área, mas existem algumas joias arquitetônicas surpreendentemente únicas escondidas, além de ótimos cafés e pubs independentes nas proximidades.
Desejo tudo de bom e torço para que a conservação da área seja concretizada!
Dei uma passadinha neste museu encantador antes de pegar um trem em King's Cross. Recomendo muito a visita! O museu oferece um olhar sobre a história hiperlocal de uma área que eu desconhecia completamente. As pessoas que trabalham lá também são muito simpáticas! Obrigada!
Esta joia imperdível fica a apenas 5 minutos a pé da estação St. Pancras e a 10 minutos da estação Euston. Fica no coração de Somers Town e conta sua história sem pretensões. Há muitas informações úteis e interessantes para descobrir, e o lugar está repleto de amor e paixão por parte de seus voluntários e funcionários. Tomei uma boa xícara de café (por apenas £ 3!) na área de estar do lado de fora e tive uma conversa agradável com o proprietário.
Londres tem muitos museus pequenos e únicos, mas este se destaca por seu foco em bairros, habitação e cultura urbana. Apesar de pequeno, compensa em abrangência e profundidade, com excelentes apresentações da coleção e da exposição feitas por Diana e Jaimie, e um passeio a pé magnífico guiado por Esther. Uma visita imperdível para quem se interessa por cidades e deseja desenvolver uma compreensão crítica das mudanças urbanas!
Um pequeno museu fascinante dedicado à história dos habitantes da região. Vale muito a pena visitar. Eu nunca tinha ouvido falar dos remates de cerâmica nos postes de lavar roupa da década de 1930. Também oferecem passeios históricos pela área.