O Museum of London Docklands ocupa um armazém de açúcar de 200 anos que sobreviveu à Segunda Guerra. Ele conta a história do Rio Tâmisa, do comércio, da escravidão e do crescimento dos subúrbios portuários. É um museu super visual, que mistura a estrutura original de madeira e tijolos com exposições modernas.
História
O prédio foi construído em 1802 para armazenar café, açúcar e rum vindos das Índias Ocidentais. Quando o porto de Londres fechou nos anos 80, a área quase foi demolida, mas o armazém foi preservado. O museu abriu em 2003 para garantir que as pessoas não vissem apenas os arranha-céus modernos de Canary Wharf, mas também o passado suado e bruto dos estivadores que construíram a cidade.
Você só precisa reservar um ingresso de entrada geral (com horário) no site deles, apenas para controle de fluxo.
Sailortown é a parte favorita de 10 entre 10 visitantes: uma recriação em tamanho real de uma vizinhança portuária vitoriana de 1840, com becos escuros, ruídos e cheiros. É uma verdadeira viagem no tempo.
A galeria London, Sugar & Slavery aborda o papel de Londres no comércio de pessoas escravizadas: emocionante e necessária.
Alerta:
O museu costuma fechar um pouco mais cedo que os shoppings ao redor (geralmente às 17h), então não deixe para o fim da tarde.
Curiosidade:
Os pilares de madeira que você vê lá dentro foram trazidos das florestas da América do Norte há mais de 200 anos.
Mochileirinhas:
Se estiver viajando com crianças, as Mudlarks, uma área interativa, são incríveis para elas aprenderem sobre o porto brincando.
O London Museum Docklands é um museu fascinante e gratuito dedicado à história do rio Tâmisa, do porto de Londres e da transformação dos Docklands ao longo de mais de 400 anos.
Ele está instalado num armazém histórico de 1802 (No. 1 Warehouse), à beira do West India Quay, bem ao lado de Canary Wharf — uma combinação interessante entre o antigo porto e o moderno distrito financeiro.
O museu conta a história cronológica do porto de Londres, desde os tempos romanos até a regeneração pós-industrial dos anos 1980/90. São 12 galerias permanentes gratuitas, com artefactos, modelos, vídeos e recriações imersivas.
Gostamos muito de "passear" pela Sailortown, uma rua vitoriana de Wapping recriada com cheiros, sons e cenários.
Também tem a London, Sugar & Slavery, que explora o papel de Londres no comércio de escravos e no açúcar.
Imperdível!
Uma daquelas atrações de uma cidade que alguns anunciariam como "aquele lugar que ninguém te contou que existe", porque fica fora do circuito mais óbvio, e, no entanto, é extremamente interessante. Tanto o museu em si, que contém um acervo que cobre milhares de anos de história e a maior coleção do mundo relativa a um único centro urbano. E exatamente por isso vai despertar interesse de quem quer se aprofundar na história de Londres, seja qual for a razão. Isso costuma acontecer com museus dedicados a cidades (Paris, Nova York), em contraponto aos grandes museus que abrangem a história mundial. Cada qual com sua peculiaridade. Há espaço para todos. Especialmente relevante é a forma como esse e outros museus locais estão finalmente contextualizando a presença do comércio humano, e ainda, a questão da colonização. Destaque para a atividade de pessoas que se dedicam a buscar vestígios de outras eras no rio Tâmisa. Chamam a essa atividade "mudlarking", e há peças de todo tipo encontradas, como da ocupação romana, por exemplo. Simplesmente fascinante.
Museu dentro de um antigo armazém que conta a história dos trabalhadores nas docas, assim como as mercadorias que trocavam vindo de este. Refere ainda a mao de obra escrava das antigas colônias britânicas. Gratuito.
Que museu interessante, sobre a história doa Docklands. Conteúdo ótimo para crianças, uma sessão sobre a Segunda Guerra Mundial fascinante. Vale a pena, ainda mais considerando a possibilidade de ir de barco até o Canary Wharf.