O HMS Belfast é um enorme navio de guerra (especificamente um cruzador leve da Marinha Real Britânica) que hoje funciona como um museu flutuante espetacular operado pelo Imperial War Museum. Ele é o maior navio de guerra sobrevivente da sua categoria na Europa. A visita é uma imersão total na vida militar: você pode subir até a ponte de comando, sentar na cadeira do capitão, descer nove decks até a claustrofóbica sala de máquinas e ver de perto as torres de canhões gigantescos que apontam para a cidade.
História
Lançado ao mar em 1938, bem às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o HMS Belfast teve um papel crucial na história da geopolítica mundial. Ele ajudou a interceptar navios alemães, sobreviveu à explosão de uma mina magnética nazista e teve uma participação brilhante e decisiva no famoso Dia D (junho de 1944), bombardeando as defesas costeiras da Normandia para abrir caminho para as tropas aliadas. Ele também lutou na Guerra da Coreia na década de 1950 antes de ser aposentado. Em 1971, foi salvo do desmanche e trazido para o Rio Tâmisa, virando museu.
O ingresso inclui um audioguia excelente (disponível em português do Brasil): a narração é cheia de efeitos sonoros de bombardeios e traz relatos reais de marinheiros que serviram a bordo.
As partes mais legais do navio mostram a vida cotidiana da tripulação. Vá ver a cozinha, a padaria que fazia pães para quase mil homens e a tensa sala de cirurgia do navio, que tem bonecos hiper-realistas simulando os atendimentos médicos em combate.
A ponte de comando do navio oferece um dos ângulos mais limpos, exclusivos e sensacionais para fotografar a famosa ponte Tower Bridge e os arranha-céus da City de Londres.
Alerta:
As escadas internas de ferro são quase verticais e os pisos podem ser escorregadios em dias de chuva londrina. Segure firme nos corrimãos e use calçados fechados e com boa aderência (esqueça chinelos ou saltos).
Se você não curte lugares muito fechados e apertados, evite descer até os níveis mais profundos das salas de caldeiras e munições. Os corredores são estreitos e o teto é baixo.
Como boa parte da visita é feita ao ar livre nos conveses expostos ao vento do Rio Tâmisa, se você for no inverno, vá muito bem agasalhado. O vento ali em cima corta!
Curiosidade:
Durante a Segunda Guerra, o navio funcionava como uma verdadeira cidade flutuante autossuficiente para cerca de 950 tripulantes. Ele tinha sua própria lavanderia, consultório dentário, capela e até uma rádio interna e uma loja que vendia doces e cigarros para os marinheiros.
Os canhões de 6 polegadas do HMS Belfast são tão absurdamente potentes que, se disparados hoje de onde o navio está ancorado, conseguiriam atingir um alvo na estação de serviços da rodovia M1 na região de London Gateway, a mais de 20 quilômetros de distância!
A vista do HMS Belfast é simplesmente linda e muito impressionante. O contraste do navio histórico com o Rio Tâmisa e a paisagem de Londres ao redor cria um cenário único e marcante. Um ótimo ponto para fotos e para apreciar a cidade com calma.
É o maior combatente de superfície da Marinha Real sobrevivente da Segunda Guerra Mundial.
Atualmente, o HMS Belfast é um navio-museu permanentemente ancorado no rio Tâmisa, em Londres, próximo à Tower Bridge, e gerenciado pelo Imperial War Museums.
É uma visita imperdível quando vier a Londres.
Eu queria muito ter conhecido por dentro desse verdadeiro combatente da segunda guerra mundial, mas infelizmente eu não tive tempo. Só vi por fora mesmo e visitei a lojinha.
Ousaria colocar entre as atrações principais de Londres.
Muito interessante.
Muito bem conservado.
Alerto que pessoas com dificuldade de locomoção não devem visitar, pois se precisa subir e descer por escadas originais que não são muito simples.