A Fleet Street é a antiga "casa da imprensa" britânica. Por séculos, todos os grandes jornais do Reino Unido tinham sede aqui. Hoje, os jornalistas se mudaram, mas a rua continua sendo um corredor histórico que liga a City de Londres ao West End, recheada de pubs centenários, igrejas com arquiteturas curiosas e becos que parecem ter parado no tempo de Charles Dickens.
História
O nome vem do Rio Fleet, um dos rios "perdidos" de Londres que hoje corre por baixo da rua. No século 16, a impressão de livros começou a se concentrar aqui, e em 1702 o primeiro jornal diário do mundo, o The Daily Courant, foi publicado na Fleet Street. Por quase 300 anos, o som das rotativas vibrando o chão era a trilha sonora do lugar. Nos anos 80, a maioria dos jornais se mudou para áreas mais baratas, mas o apelido "Fleet Street" continua sendo sinônimo de jornalismo até hoje.
Não deixe de visitar o pub Ye Olde Cheshire Cheese: ele foi reconstruído em 1667 logo após o Grande Incêndio. É um labirinto de salas escuras onde Charles Dickens e Mark Twain costumavam beber.
Entre para ver a torre da St Bride’s Church: dizem que ela foi a inspiração para o formato do bolo de casamento em camadas que conhecemos hoje.
A Dr. Johnson’s House eica em um bequinho logo ali (Gough Square): é a casa onde Samuel Johnson escreveu o primeiro grande dicionário da língua inglesa.
Alerta:
É uma via principal de ônibus e táxis, então o barulho e o movimento de veículos são intensos. Atenção ao atravessar!
Nas quintas e sextas à noite, os pubs da Fleet Street ficam lotados de trabalhadores do setor jurídico e financeiro. Pode ser difícil achar uma mesa.
Curiosidade:
No final da rua, há um monumento com um dragão. Ele marca a fronteira exata entre a Cidade de Londres (The City) e a Cidade de Westminster. Reza a lenda que até o monarca precisa "pedir permissão" simbólica ao Lord Mayor (prefeito) para cruzar esse ponto.
Infelizmente, nunca estive na Fleet Street. Da última vez, estava com pressa e queria passar um tempinho por lá, mas nem tive a chance de apreciar sua beleza. É realmente um dos marcos de Londres.