As Ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê são os restos de uma das primeiras igrejas/capelas construídas no Brasil, localizada na ponta norte da Ilha de Santo Amaro, de frente para o Canal de Bertioga. Hoje, restam as imponentes paredes de pedra e conchas que foram parcialmente "abraçadas" pelas raízes de árvores centenárias, criando um visual rústico, misterioso e fascinante no meio da floresta.
História
A ermida (uma capela pequena em local isolado) foi erguida por volta de 1560, logo no início da colonização portuguesa. Ela foi idealizada pelo comerciante português José Adorno e servia para evangelizar os indígenas e dar assistência religiosa aos poucos moradores e viajantes que passavam pelo canal. O lugar ficou historicamente marcado porque era ali que o famoso Padre José de Anchieta celebrava missas, fazia suas pregações e escrevia seus famosos poemas na areia da praia vizinha. Com o passar dos séculos, o local foi abandonado e a floresta fez o seu papel, integrando as paredes coloniais à natureza.
O jeito mais fácil é ir até a travessia da balsa Guarujá-Bertioga. A trilha que leva às ruínas (que é super curta e autoguiada, cerca de 15 a 20 minutos de caminhada leve) começa bem ali do lado do posto da balsa, do lado do Guarujá.
O maior destaque é reparar em como uma Figueira gigante cresceu literalmente por cima de uma das paredes, entrelaçando suas raízes nas pedras antigas.
A mesma trilha que passa pela Ermida leva você até a Prainha Branca (uma comunidade caiçara linda) e às ruínas do Forte de São Felipe. Dá para fazer um combo de aventura sensacional!
Alerta:
O acesso é feito exclusivamente por uma trilha natural de terra e pedras (a Trilha das Ruínas), com raízes expostas e trechos íngremes, o que impossibilita a visitação de cadeirantes ou pessoas com mobilidade muito reduzida.
Por estar encravada no meio da Mata Atlântica fechada e úmida, os borrachudos lá não têm pena! Leve e passe muito repelente antes de entrar na trilha.
Esqueça chinelos ou sandálias. Como a trilha de terra pode ter trechos escorregadios ou com lama (especialmente se tiver chovido nos dias anteriores), vá de tênis com boa aderência.
Curiosidade:
Assim como a Fortaleza da Barra Grande, as paredes da Ermida foram coladas usando óleo de baleia misturado com cal e areia. É por isso que, mesmo sem teto e sofrendo com a umidade da floresta há mais de 460 anos, a estrutura de pedras continua de pé!
Reza a lenda que o Padre José de Anchieta tinha uma conexão tão forte com aquele lugar isolado que ele conseguia operar "milagres" na região, acalmando tempestades no mar do Canal de Bertioga para salvar os barcos dos pescadores que avistavam a igrejinha.
A Ermida de Santo Antônio do Guaibê é uma capela construída no século XVI no extremo norte de Guarujá, junto ao canal de Bertioga, e foi uma das primeiras igrejas do Brasil, frequentada pelo Padre Anchieta, que rezava missas e catequizava índios. Foi construída por José Adorno e é feita de pedras de sambaquis e óleo de baleia com conchas. O acesso à Ermida é feito pela Trilha das Ruínas, que tem início na Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana, na estrada Guarujá-Bertioga. O caminho é feito por uma área preservada da Mata Atlântica.
O Forte de São Felipe foi construído em 1.552, por ordem de Tomé de Souza, Fica na Ponta da Armação, na Ilha de Santo Amaro. É um dos mais belos marcos da arquitetura militar portuguesa do século XVI. Nele, o famoso artilheiro alemão Hans Staden viveu parte de sua vida aventurosa, durante nove meses, quase sendo devorado pelos índios tupinambás.
Essa capela em ruínas da época do Brasil colônia está situada em meio à Mata Atlântica no extremo do município do Guarujá ao lado do canal de Bertioga. A trilha para acessar a ruína é ampla em sua maior parte com alguns pontos estreitos e desnivelados. Por causa destes pontos é necessário prestar atenção onde se pisa e evitar a área se estiver úmida.
Existe uma importância histórica para nosso país e não existe a preservação do local por parte do Estado e Governo. Tive que pesquisar para saber do que se tratava. Péssima atuação pública. Espero que quem visitar não arranque pedaços do local.
Lugar mágico. Construído em 1560 a Ermida era utilizada pelos padres (incluídos José de Anchieta e Manoel da Nóbrega) para catequizar os índios. O lugar não aparenta estar sendo conservado, está tomado de mato alto nas imediações e vândalos gravaram seus nomes em algumas pedras. Lá não possui NENHUM placa indicando o que foi o lugar, qual o seu valor histórico, nada! Apenas uma plaquinha dizendo que é patrimônio. O início da trilha é o mesmo para a Praia Branca, porém logo nesse início tem uma bifurcação sem sinalização. Já próximo à ruína tem outra bifurcação, seguir reto vai para ruína, manter à direita vai para a Praia Branca (sinalizada por uma plaquinha improvisada de madeira, escrita com uma tinta já gasta). A trilha é bem fácil e vale a pena conhecer o lugar. Após a visitar, para retornar e ir direto à Praia Branca, pode-se "subir" na última bifurcação com a plaquinha de madeira, porém, você chegará a uma situação que deverá escolher entre direita ou esquerda e lá não tem sinalização, mantenha-se à direita e logo encontrará a trilha original que leva até a Praia Branca, essa parte da trilha é mais difícil pq é uma subida. Outra opção é voltar e caminhar pela trilha da Praia Branca desde o início (para ir até a Praia).
Lugar simplesmente maravilhoso, estar em contato com a história brasileira e com a natureza ao mesmo tempo.
Infelizmente hoje só encontramos as ruínas, mas aparentemente o local é preservado.
Para quem gosta de trilhas e patrimônio histórico, vale muito conhecer.