Visitei o forte/museu numa tarde de quarta-feira. É preciso dizer que o visual do lugar fica ainda mais agradável num dia ameno de sol aberto, como acontece na baixada santista nessa época do ano.
Fui recepcionado pelo poeta Ivan di Ferraz, que expôs com empenho o pequeno acervo de um espaço que poderia ser muito mais aproveitado. Recebeu-me o poeta, aliás, com poesia, o que, diga-se, é privilégio que não se encontra em qualquer parte.
O lugar oferece belos panoramas e é bastante tranquilo fora do horário de visitações de grupos escolares (que, segundo me informaram, tendem a ocorrer pelas manhãs) ou de visitações de grupos turísticos (principalmente fins de semana).
O acesso pode ser feito com muita facilidade pelo centro comunitário, caso o visitante venha de Guarujá por terra. Linhas de ônibus #39 (saindo do Ferry Boat da Ademar de Barros) ou #41 (saindo de Vicente de Carvalho), operadas pela City, atendem ao local. Recomendo, aliás, essa forma de acesso, pois a estrada para Santa Cruz dos Navegantes, embora pudesse receber mais atenção, melhor nivelamento, sinalização e ampliação para instalação de acostamento, oferece uma beleza à parte e um ângulo de Guarujá que vai além dos cenários mais conhecidos de praias com áreas muito construídas.
Há comércio na comunidade próxima, de Santa Cruz dos Navegantes, onde também se pode tomar uma lancha para Santos (R$ 5,50 em maio/2025, por trecho), caso o visitante não opte pelo circuito turístico, com embarque e desembarque no trapiche/ponte Edgar Perdigão, em frente ao Clube de Regatas Saldanha da Gama, na Ponta da Praia, em Santos.
Apesar de seu valor histórico e paisagístico intrínseco, a fortaleza poderia oferecer mais atrativos para estimular mais atividades na região. É um local já preparado para eventos, além de ser um tanto quanto surpreendente que não possua alguma atividade permanente de relações públicas das forças armadas nacionais, com viés histórico, explicando técnicas de defesa náutica da época, por exemplo, especialmente por parte da Marinha, como ocorre em museus de outros países. Seria, aliás, um ótimo lugar para isso, tendo em vista que o museu já não desempenha papel militar, diferentemente das outras instalações militares em operação na região.