Ouro Preto é basicamente um museu vivo a céu aberto encravado nas montanhas de Minas. Famosa por suas ladeiras íngremes de paralelepípedo, igrejas barrocas com detalhes em ouro e casarios coloniais super bem preservados, a cidade mistura um passado histórico riquíssimo com a energia jovem e vibrante dos estudantes universitários que moram nas tradicionais repúblicas.
Origem
Tudo começou no final do século XVII, quando expedições de bandeirantes paulistas saíram caçando pedras preciosas. A primeira menção e o marco de fundação da região aconteceram na noite de São João, em 1698, quando a bandeira de Antônio Dias acampou aos pés do Pico do Itacolomi após descobrir o famoso "ouro negro" (ouro coberto por uma camada de óxido de ferro) no leito do córrego Tripuí. O vilarejo cresceu absurdamente rápido e, em 1711, várias vilas da região foram unificadas para criar a Vila Rica, que mais tarde mudaria de nome para Ouro Preto e se tornaria o epicentro do Ciclo do Ouro e da Inconfidência Mineira.
Ficha técnica
População (2025): 77.914 habitantes
Área: 1.245,865 km2
Quando fomos: diversas vezes (já que meu irmão vive lá há mais de 15 anos)
Cultura:
- A cultura universitária molda a cidade. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) atrai milhares de jovens, e o sistema de "Repúblicas Federais" (casarões históricos geridos pelos próprios estudantes) tem rituais, festas e regras de convivência que são patrimônio cultural informal de lá.
- Ouro Preto tem o bloco de Carnaval mais antigo do Brasil ainda em atividade! Fundado em 1867, o Zé Pereira sai pelas ladeiras arrastando multidões com seus bonecos gigantes e batucada tradicional.
Curiosidade:
- Por volta de 1730, no auge da corrida do ouro, a antiga Vila Rica era o polo econômico do país e chegou a ter mais habitantes do que Nova York na mesma época!
- Ouro Preto foi o primeiríssimo lugar no Brasil a receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, lá em 1980.
Dica/Vantagem:
- Esqueça sapatos desconfortáveis ou salto alto. Para desbravar Ouro Preto, você precisa de um bom tênis com aderência para encarar as ladeiras de pedra.
- A Praça Tiradentes é o ponto de partida. De lá, visite o Museu da Inconfidência e a impressionante Igreja de São Francisco de Assis, que tem obras primas do Aleijadinho e o teto pintado por Mestre Athaíde.
- É uma experiência incrível entrar nas antigas minas de ouro do século XVIII, como a Mina do Chico Rei ou a Mina da Passagem (esta última fica no caminho para Mariana e você desce de carrinho nos trilhos).
- As ladeiras são muito inclinadas e as pedras sabão são escorregadias, especialmente se chover. Vá devagar e use os corrimãos sempre que disponíveis.
- Dirigir no centro histórico é um teste de estresse. As ruas são estreitas, muitas são de mão única e achar vaga é quase missão impossível. O melhor é deixar o carro no hotel e fazer as coisas a pé ou de táxi/aplicativo.
- Ao caminhar pelo centro, muitos guias informais vão te abordar. Se quiser contratar um serviço, prefira sempre os guias credenciados pela Associação de Guias de Turismo local para evitar golpes ou informações erradas.