Este é, de maneira geral, o único (e principal) ponto turístico tradicional de Gaborone: o Monumento dos Três Dikgosi. Trata-se de um monumento em homenagem a três chefes tribais, Khama III, Sebele I e Bathoen I, que simbolizam a história do país rumo à independência.
História
O território que hoje corresponde ao Botswana foi dividido em oito chefaturas durante o século XIX. Os colonos alemães na Namíbia e os holandeses (bôeres ou africâneres) na África do Sul começaram a cobiçar territórios mais para o interior. Então, três chefes (Khama III, Sebele I e Bathoen) apelaram ao governo britânico por proteção em 1870. Em 1885, essa terra foi designada Protetorado de Bechuanalândia. Este monumento homenageia os três chefes que buscaram ajuda para preservar suas terras.
A entrada é gratuita, e você provavelmente será abordado por um funcionário que lhe oferecerá uma visita guiada sobre a história dos Dikgosis, Gaborone e Botswana. A visita, que não é muito longa, é gratuita, mas o guia espera uma pequena gorjeta.
Há seis plintos/pedestais ao redor com inscrições e painéis que tentam contar, por meio de símbolos e texto, a história de Botsuana desde o século XIX até a independência.
Alerta:
O monumento é alvo de controvérsias, pois alguns historiadores e grupos minoritários criticam a escolha dele como símbolo máximo da história nacional. Eles argumentam que a narrativa glorifica apenas três líderes de um segmento étnico ("Tswana", enquanto omite outros aspectos ou povos envolvidos na história de Botsuana.
Curiosidade:
A escolha dos escultores gerou polêmica: o trabalho ficou a cargo da empresa norte-coreana Mansudae Overseas Projects, o que desagradou artistas locais e provocou debates sobre inclusão cultural.
Cada uma das estátuas mede cerca de 5,4 m de altura: bastante imponente.