O Museu do Apartheid mostra, em ordem cronológica, tudo sobre as lutas e movimentos contra a segregação racial na África do Sul, que ocorreu de 1948 a abril de 1994. Você irá ver como aconteciam as separações entre brancos e negros no dia a dia, como era definido se uma pessoa era negra ou branca, com fotos, vídeos e artigos jornalísticos da época. Além disso, o museu ainda conta com exposições temporárias.
História
O museu abriu em 2001, criado como parte de um compromisso social ligado à construção do parque temático Gold Reef City, que financiou o projeto como contrapartida cultural. Um grupo de historiadores, curadores e ativistas sul-africanos ajudou a montar o acervo e o percurso narrativo. Desde então, o museu se tornou a principal instituição do país dedicada à memória do Apartheid, com salas que mostram desde a chegada dos colonizadores até a eleição de Nelson Mandela em 1994. Ao longo dos anos, o espaço ganhou exposições temporárias e arquivos multimídia que aprofundam temas como resistência, movimentos estudantis, cultura e direitos civis.
Ao chegar, você receberá um ingresso que vai te classificar (aleatoriamente) como branco ou não branco. Isso vai deficiar por qual entrada você irá entrar: uma simulação adequada ao clima da visita.
O museu oferece um app oficial com áudio-guia e recursos multimídia (inclusive realidade aumentada em algumas áreas).
O museu conta com exposições interativas, vídeos, fotografias e artefatos que contam a história do apartheid e suas consequências.
Se você quiser fazer uma visita de 1 hora e meia, leia as placas de metal pretas. Por outro lado, se quiser ler também as placas de metal cinzas, levará no mínimo 3 horas.
Quer aprender mais sobre a história e as lutas políticas da África do Sul? Visite o Museu da Fazenda Liliesleaf, que já foi o centro dos líderes do movimento de libertação.
Alerta:
Não é permitido tirar fotos dentro do museu.
Leve água: apesar de ser fechado, a visita é longa.
Prepare-se emocionalmente, pois algumas salas são fortes, com relatos de violência e repressão. Por isso, eles alertam os pais de crianças menores de 11 anos.
Curiosidade:
Lembre-se, o Apartheid só terminou em 1994. Portanto, a África do Sul não está tão distante das lutas desse período sombrio da história do país.
A fachada externa foi inspirada nas minas de ouro: um aceno ao papel da mineração na segregação econômica do país.
O percurso do museu foi desenhado para causar sensação de desconforto proposital: pisos irregulares, sons ambientes e jogos de luz recriam o clima opressivo da época.
Mochileirinhas:
Alguns conteúdos mais sensíveis podem ser pesados para crianças pequenas. Contudo, não se preocupe, pois existem avisos suficientes para você evitar esses trechos com as crianças.
Próximo ao museu do Apartheid, tem o restaurante Calistos, um restaurante português simples, mas excelente, que conta com um parquinho para as crianças brincarem.
Visitamos o Museu do Apartheid e foi uma experiência extremamente enriquecedora. Compramos o ingresso diretamente na porta, sem nenhuma dificuldade, o que achamos muito prático.
O espaço é amplo, muito bem organizado e repleto de informações e textos que valem cada minuto de leitura. É um lugar que realmente exige tempo: recomendamos reservar pelo menos duas horas (ou até mais) para aproveitar tudo com calma, já que há muito conteúdo histórico e emocionante para absorver.
Sem dúvida, é uma visita indispensável para quem passa por Joanesburgo — um mergulho profundo na história recente da África do Sul e uma experiência que nos faz refletir bastante.
Museu muito grande e completo com a história desde a infância do Mandela até a sua gestão como presidente. Muito bacana por não trazer uma versão romântica do próprio Mandela, como costuma-se ver, mas uma visão crítica e mais realista de tudo o que ocorreu.
Por exemplo, há passagens que apontam uma entrevista do Mandela ainda jovem ameaçando passar a usar a violência nas suas manifestações e também erros cometidos durante a sua gestão presidencial.
Muito interessante e obrigatória visita para todos que visitam Johanesburgo.
Um museu indispensável, forte e extremamente impactante. Impossível sair de lá da mesma forma que se entra. A exposição apresenta, de forma detalhada e sensível, toda a história do apartheid, suas origens, consequências e cicatrizes ainda visíveis na sociedade. O espaço é grande e bem estruturado. Para explorar com calma e absorver tudo, reserve pelo menos 3 a 4 horas.
Fizemos a visita, porém o áudio guia não havia opção de português, atrapalhou em partes o entendimento, mas no geral o museu é extremamente relevante, bem cuidado e muito interessante.