Essas 14 atrações de Copenhague têm o poder de agradar a todos: de castelos que parecem saídos de contos de fada a parques de diversão com uma atmosfera “vintage”, até spas flutuantes e passeios de bike pelas pontes. A capital da Dinamarca é puro charme e estilo, então vem comigo pra descobrir o que fazer por lá!

Ficha Técnica de Copenhague
Copenhague foi fundada no século 10 como uma pequena vila de pescadores e porto comercial. A primeira menção escrita data do ano 1167, quando o rei Valdemar I da Dinamarca ordenou a construção de um castelo para proteger o local, marcando o início da cidade que cresceria até se tornar capital no século 15. Foi um importante centro comercial da região báltica e passou por várias transformações, incluindo momentos turbulentos como guerras e reconstruções.
População (2023): 650.000 habitantes
Área: 86 km2
Quando fomos: Janeiro
Temperatura média na época: -2 a 3 graus de dia e de -10 a -8 graus à noite
Quanto tempo ficamos: 2 noites e 2 dias

Mapa das principais atrações de Copenhague
Antes de mais nada, encontrei esse mapinha que, apesar de bem simples, dá uma ideia de onde ficam as principais atrações de Copenhague.

Principais atrações de Copenhague
14 – Nyhavn
Nyhavn (que significa “Porto Novo”) é famoso por suas casas coloridas dos séculos XVII e XVIII, que se alinham ao longo do canal, e pelos muitos barcos de madeira históricos ancorados. O local é um vibrante centro de vida, repleto de restaurantes, cafés e bares, tanto no “lado ensolarado” quanto no “lado sombrio” (sim, eles são conhecidos assim mesmo!).
ALERTA: De maneira geral, a cidade de Copenhague já é um lugar absurdamente CARO para visitar. No entanto, os restaurantes e cafés em Nyhavn, por serem uma área turística popular, podem ser AINDA MAIS CAROS do que em outras partes da cidade. Acredite: dói na alma!


CULTURA POP: O famoso autor de contos de fadas, Hans Christian Andersen, viveu em três casas diferentes em Nyhavn ao longo de sua vida: nos números 20, 67 e 18. No número 20, ele escreveu contos como “A Caixa de Fósforos” e “Pequeno Claus e Grande Claus”.
13 – Kastellet
O Kastellet é uma das fortalezas mais bem preservadas da Europa, mas hoje em dia funciona mais como um parque público em formato de estrela onde a galera vai caminhar, correr e relaxar. Lá dentro, você encontra uns prédios históricos, um moinho de vento super charmoso e até uma igreja. É um oásis de tranquilidade no meio da cidade, perfeito para um passeio em família.

12 – A Pequena Sereia
A estátua da Pequena Sereia (Den Lille Havfrue) é, sem dúvida, o símbolo mais famoso de Copenhague! Ela é uma estátua de bronze que fica sentadinha em uma rocha à beira-mar no porto de Langelinie. Inspirada no famoso conto de fadas de Hans Christian Andersen, ela representa a famosa sereia se transformando em humana para encontrar seu príncipe.


CURIOSIDADES:
- A Pequena Sereia “viajou” para fora da Dinamarca apenas uma vez, em 2010, para a Expo Mundial de Xangai, na China. Foi um evento e tanto!
- Infelizmente, a estátua já sofreu vários atos de vandalismo ao longo dos anos, incluindo decapitações e braços serrados, mas sempre foi restaurada.
- A bailarina que serviu de modelo para o rosto da sereia, Ellen Price, era parente do rei Frederick IX.
11 – Palácio de Amalienborg
O Palácio de Amalienborg é a residência oficial da família real dinamarquesa em Copenhague. Na verdade, não é só UM palácio, mas um complexo de QUATRO palácios idênticos em estilo rococó, dispostos ao redor de uma praça octogonal super elegante. É um lugar onde a história e a vida real se encontram, e o melhor: você pode visitar algumas partes!
CURIOSIDADE: A praça octogonal e a área externa do Amalienborg são gratuitas para visitar. Você pode passear por lá, ver a estátua equestre no centro e, se tiver sorte, pegar a troca da guarda (todos os dias ao meio-dia). No entanto, para visitar o Museu de Amalienborg, que fica no Palácio de Christian VIII, é preciso comprar ingresso.

10 – Igreja de Mármore (Frederiks Kirke)
A Igreja de Mármore (Frederiks Kirke) é uma das igrejas mais imponentes e belas de Copenhague, e seu nome já entrega o porquê: ela é feita em grande parte de mármore norueguês. O que realmente chama a atenção é sua cúpula gigante, uma das maiores da Escandinávia, inspirada na Basílica de São Pedro em Roma. Ela é uma igreja luterana, mas com uma arquitetura que lembra muito as grandes catedrais católicas.

DICAS:
- A entrada na Igreja de Mármore é gratuita para todos. No entanto, é preciso pagar uma taxa se quiser subir na cúpula.
- A Igreja de Mármore fica no final do eixo visual que parte do Palácio de Amalienborg. Da praça do palácio, você tem uma vista perfeita da cúpula da igreja, e vice-versa. Dá para visitar os dois no mesmo passeio a pé!
9 – Castelo de Rosenborg
O Castelo de Rosenborg é um castelo renascentista lindíssimo, que parece ter saído de um livro de histórias. Cercado por jardins deslumbrantes (os Jardins do Rei), ele foi construído para ser um palácio de verão, mas hoje é um museu que abriga as Joias da Coroa Dinamarquesa e uma coleção incrível de tesouros reais. É um lugar para passear, se perder na história e babar nas riquezas dos reis!
DICAS:
- O Castelo de Rosenborg, quer dizer, pra entrar nos seus salões e ver as Joias da Coroa, é pago. Contudo, os Jardins do Rei (Kongens Have) que o cercam são gratuitos e abertos ao público: e já valem a visita!
- O grande destaque da visita ao interior do Castelo são as Joias da Coroa Dinamarquesa, guardadas no subsolo. É imperdível!
- Não deixe de visitar o Salão dos Cavaleiros no último andar, com o trono da coroação e os tapetes de parede que contam a história da Dinamarca.

8 – Palácio Christiansborg
O gigante Palácio Christiansborg é simplesmente o lar das três maiores instituições do poder na Dinamarca: o Parlamento Dinamarquês (Folketinget), o Supremo Tribunal e o Ministério de Estado. Além disso, algumas partes são usadas pela Família Real Dinamarquesa para eventos e recepções. Ou seja, é um lugar onde a política e a realeza se misturam!


DICAS:
- Algumas partes do Christiansborg são gratuitas para visitar, como a torre do palácio e os pátios externos. No entanto, para visitar as Salas Reais de Recepção, as Ruínas Subterrâneas e os Estábulos Reais, é preciso comprar ingresso.
- Suba na Torre do Christiansborg (grátis!) para ter uma das vistas panorâmicas mais incríveis de Copenhague.
- No alto da Torre você encontra o restaurante Tårnet, caso queira almoçar com uma vista espetacular.
- Prepare-se para o luxo e a pompa das Salas Reais, que são usadas pela Rainha para banquetes e eventos oficiais, além do Grande Salão, com seus tapetes modernos.
- Desça para ver as ruínas subterrâneas dos castelos e fortalezas anteriores que existiram no local: super interessante!
- É possível fazer visitas guiadas ao Parlamento Dinamarquês (Folketinget) em dias específicos, geralmente quando não há sessões. Verifique a programação no site oficial.
- Se você gosta de cavalos, não deixe de visitar os Estábulos Reais, onde ficam os cavalos usados pela família real em ocasiões especiais.

7 – Museu Nacional da Dinamarca
O Museu Nacional da Dinamarca é o maior e mais completo museu de história cultural do país. Pensa em uma máquina do tempo gigante: lá você vai passear por eras vikings, aprender sobre a Idade do Bronze, entender a vida moderna e ainda se encantar com exposições sobre povos do mundo todo. É um lugar enorme, cheio de artefatos, roupas, joias e histórias que contam como a Dinamarca e o mundo se formaram.
MOCHILEIRINHAS: Se estiver com crianças pequenas, não perca o Children’s Museum dentro do próprio museu. É uma área super interativa e divertida onde as crianças podem experimentar a história de forma lúdica, como vestir roupas vikings, brincar em uma cozinha antiga ou subir em um navio.

6 – Ny Carlsberg Glyptotek
A Ny Carlsberg Glyptotek é um museu de arte incrível em Copenhague, fundado por um dos maiores entusiastas de arte da Dinamarca, Carl Jacobsen. O museu é famoso por sua coleção de esculturas antigas (especialmente romanas, gregas e egípcias) e por uma vasta seleção de arte francesa e dinamarquesa dos séculos XIX e XX, incluindo obras de Rodin e Gauguin. E tem mais: ele abriga um Jardim de Inverno deslumbrante no centro, com palmeiras e uma fonte, que por si só já vale a visita!
DICA: A entrada para a coleção permanente da Ny Carlsberg Glyptotek é gratuita às terças-feiras!

CURIOSIDADE: O museu foi fundado por Carl Jacobsen, filho do fundador da cervejaria Carlsberg, que usou parte de sua fortuna para criar essa instituição cultural. A paixão pela arte na família Jacobsen era enorme!
5 – Rua Strøget
A Strøget não é só uma rua, é um pedaço da história de Copenhague! É uma das ruas de pedestres mais longas da Europa, um verdadeiro paraíso para quem curte compras, mas também um lugar super animado para passear, observar as pessoas e curtir o clima da cidade. Ela é um conjunto de várias ruas interligadas, cheia de lojas de grife, lojas de departamento, restaurantes, cafés e artistas de rua.

4 – Torre Redonda
A Torre Redonda (Rundetaarn) é um edifício histórico super único no centro de Copenhague. O que a torna especial é que, em vez de escadas, ela tem uma rampa em espiral que leva você até o topo. Lá em cima, você encontra um observatório astronômico (o mais antigo da Europa ainda em funcionamento!) e uma plataforma com uma vista panorâmica sensacional da cidade.
DICAS:
- Chegando no topo, a vista 360 graus de Copenhague é sensacional.
- Se você for durante o período de funcionamento do observatório (geralmente no inverno, em algumas noites), pode ter a chance de olhar através do telescópio.
- No meio da torre, você encontra a antiga biblioteca universitária, que hoje é usada para exposições e eventos.
- No topo da torre, há um buraco no chão com um vidro que permite olhar para baixo, direto para o centro da torre. É um pouco assustador, mas divertido!


CURIOSIDADES:
- Reza a lenda que o czar russo Pedro, o Grande, subiu a rampa da torre a cavalo em 1716, e sua esposa, a czarina Catarina I, subiu de carruagem! Isso comprova a largura e a inclinação suave da rampa.
- O observatório no topo da Rundetaarn é o observatório astronômico mais antigo da Europa ainda em funcionamento.
3 – Jardins de Tivoli
Os Jardins do Tivoli não são apenas um parque de diversões, são um parque de diversões histórico e um jardim de lazer no coração de Copenhague. É um lugar onde a tradição se encontra com a inovação, oferecendo montanhas-russas emocionantes, carrosséis clássicos, belos jardins, palcos com shows ao vivo, restaurantes charmosos e uma atmosfera que muda com as estações. À noite, o Tivoli se ilumina com milhares de luzes, criando um ambiente verdadeiramente de conto de fadas.
Desde o início, o Tivoli foi um sucesso, e sua atmosfera única e sua mistura de atrações, jardins e cultura inspiraram outros parques, incluindo a Disneyland de Walt Disney, que visitou o Tivoli antes de criar seu próprio parque.


DICA: Você paga uma taxa para entrar no parque, e depois, se quiser ir nas atrações, pode comprar bilhetes individuais para cada uma ou um “Passe de Viagem” (Ride Pass) que dá acesso ilimitado aos brinquedos.
2 – Tour de barco pelos canais de Copenhague
Um tour de barco pelos canais de Copenhague é um passeio guiado que te leva por vias navegáveis históricas e modernas da cidade. Você passa por pontos turísticos famosos como, por exemplo, o Nyhavn, a Pequena Sereia, o Palácio de Amalienborg, a Ópera, e muitos outros, tudo visto da água.
DICAS:
- Os tours geralmente partem de dois locais principais: Nyhavn (o porto colorido e famoso) e Gammel Strand. Ambos são ótimos, mas o Nyhavn é mais icônico e costuma ter mais movimento.
- Para evitar multidões e ter uma luz bonita para fotos, tente ir no início da manhã ou no final da tarde. No verão, o sol se põe tarde, então um passeio no final da tarde pode ser mágico.
- A maioria dos tours oferece comentários em dinamarquês e inglês, e alguns podem ter audioguias em outros idiomas.
- Mesmo em dias ensolarados, o vento no canal pode ser frio. Leve um casaco ou um agasalho leve, especialmente se for no outono ou primavera.

1 – Christiania
Christiania, ou a Cidade Livre de Christiania, é uma comunidade autônoma e autogerida dentro de Copenhague. Imagina um lugar que é quase um país à parte, com suas próprias regras, sua própria bandeira e um estilo de vida bem alternativo. Antigas casernas militares viraram casas coloridas, galerias de arte, cafés, restaurantes e oficinas. É um lugar cheio de arte de rua, ambiente descontraído e uma atmosfera única que atrai curiosos do mundo todo.

A história de Christiania é fascinante e começa em 1971. Naquela época, um grupo de hippies e ativistas sociais simplesmente ocupou uma antiga base militar abandonada em Christianshavn. Eles tinham a ideia de criar uma sociedade livre, ou seja, com autonomia, sustentabilidade e sem hierarquias.
DICAS E ALERTAS PARA VISITAR CHRISTIANIA
- Vá com a mente aberta, porque Christiania é um lugar diferente, com uma cultura própria. Então, curta a atmosfera e a liberdade artística.
- A famosa Pusher Street (também conhecida como Green Light District) é a área mais conhecida, onde a venda de haxixe era mais aberta no passado. No entanto, fique atento às regras locais: não é permitido fotografar nesta rua e é aconselhável não correr, para evitar a impressão de uma batida policial.
- Caminhe pelas ruas secundárias e admire a arte de rua, os grafites e as casas super criativas e originais construídas pelos moradores, porque cada canto é uma surpresa.
- Experimente um dos cafés ou restaurantes vegetarianos/veganos de lá. Além de servir comida boa, os preços mais acessíveis que no resto de Copenhague.


ALERTA: Preste atenção aos sinais na entrada e em Pusher Street. As três principais regras são: divirta-se, não tire fotos (especialmente em Pusher Street) e não corra.
CURIOSIDADES SOBRE CHRISTIANIA
- Christiania é conhecida por ser pioneira em várias práticas ecológicas e sustentáveis, como, por exemplo, o uso de energias renováveis e a reciclagem.
- Apesar de sua imagem alternativa, Christiania é uma comunidade funcional com creches, escolas, padarias e até sua própria moeda local (embora não seja mais amplamente usada).
- O governo dinamarquês e os moradores de Christiania tiveram longas batalhas sobre o status legal da venda de haxixe na Pusher Street. A rua é periodicamente “limpa”, mas a atividade tende a ressurgir, refletindo a complexa relação da comunidade com a lei.

Enfim, gente, eu sei que pra nós, brasileiros, a Dinamarca não é um destino que habita em nossos sonhos de viagens… Por isso, eu espero que, depois de compartilhar com vocês só um gostinho das atrações de Copenhague, vocês se animem pra inovar um pouquinho nos planejamentos e conhecer esse destino super interessante!

