As atrações de Embu das Artes encantam com seu clima boêmio e criativo. Ruas de paralelepípedo, ateliês coloridos, feirinhas de arte e comida boa fazem da cidade um refúgio cultural pertinho de São Paulo. Um passeio delicioso pra quem ama arte, história e aquele toque artesanal em cada cantinho.

Ficha Técnica de Embu das Artes
A origem de Embu das Artes remonta a 1554, quando os jesuítas fundaram a aldeia de Bohi, também conhecida como M’Boy, que em tupi significa “rio das cobras”. A emancipação oficial da cidade foi em 18 de fevereiro de 1959, quando ela se desmembrou de Itapecerica da Serra e Cotia. O nome “das Artes” só veio em 2011 para valorizar o perfil artístico e turístico da cidade.
População (2024): 259.323 habitantes
Área: 70,4 km2
Quando fomos: Julho
Temperatura média na época: de 17 a 19 graus de dia
Quanto tempo ficamos: 0,5 dia

Mapa das principais atrações de Embu das Artes
Antes de mais nada, encontrei esse mapinha que, apesar de simples, dá uma ideia de onde ficam as principais atrações de Embu das Artes.

As 7 principais atrações de Embu das Artes
7 – Parque Francisco Rizzo
Com um lago lindo, pista de caminhada, ciclovia, academia ao ar livre, parquinho infantil e até um jardim japonês, o Parque do Lago Francisco Rizz é o lugar perfeito para relaxar, fazer um piquenique, praticar exercícios ou simplesmente curtir a tranquilidade longe do agito do centro.

6 – Memorial Sakai de Embu
O Memorial Sakai é um espaço cultural dedicado à vida e obra do renomado escultor nipo-brasileiro Tadakiyo Sakai, um dos artistas mais emblemáticos de Embu das Artes. O local funciona como museu, exibindo peças do artista, e também como um centro de cultura e aprendizado, oferecendo cursos e oficinas de cerâmica e terracota. Ou seja, é uma oportunidade de mergulhar na arte que ajudou a construir a identidade de Embu das Artes.


CURIOSIDADE: Tadakiyo Sakai nasceu em Nagasaki, no Japão, em 1914, e veio para o Brasil aos 14 anos. Fixou-se em Embu das Artes em 1952, onde conheceu e conviveu com outros artistas importantes, como Cássio M’Boy, e se tornou reconhecido internacionalmente como escultor em terracota.
5 – Museu de Arte Sacra dos Jesuítas
O Museu de Arte Sacra dos Jesuítas em Embu das Artes é um local de grande importância histórica e artística, pois fica no Conjunto Jesuítico Nossa Senhora do Rosário, um dos monumentos mais antigos e significativos do estado de São Paulo.
Os padres da Companhia de Jesus (Jesuítas) construíam a atual sede do museu entre o final do século XVII e o início do século XVIII. No entanto, em 1760, com a expulsão dos jesuítas do Brasil por ordem da Coroa Portuguesa, a administração do prédio passou para a diocese. Após a década de 1990, a posse do monumento voltou para as mãos da Companhia de Jesus.

CURIOSIDADE: O acervo do museu é rico em imagens de anjos, santos e personagens bíblicos, a maioria entalhados em madeira, modelados em terracota ou em armações em roca, produzidos entre os séculos XVII e XIX. Além disso, o museu também abriga o mais antigo órgão do Brasil.

4 – Capela de São Lázaro
A Capela de São Lázaro tem suas raízes na devoção popular e na história da cidade. Construída no século XVIII, por volta de 1734, ela fazia parte de uma antiga fazenda e era um local de culto para os moradores da região.
CURIOSIDADE: No Brasil colonial, a devoção a São Lázaro era comum entre os doentes, especialmente aqueles com hanseníase e, por isso, houve a construção de muitas capelas em sua honra.

3 – Centro Histórico de Embu das Artes
A história de Embu das Artes remonta ao século XVI, com a fundação da Aldeia do M’Boy pelos jesuítas entre 1555 e 1559. O Conjunto Jesuítico Nossa Senhora do Rosário, formado pela igreja e a antiga residência dos padres, é uma das poucas obras remanescentes do século XVIII no estado de São Paulo. Além disso, foi o primeiro bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em São Paulo, em 1938.

DICA: Se possível, visite em um sábado, domingo ou feriado para vivenciar a Feira de Arte e Artesanato (funciona aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 18 hrs).
CURIOSIDADES:
- O nome “Embu” é uma corruptela de “M’Boy”, que em tupi antigo significa “rio das cobras”.
- A partir do século XX, com a chegada de artistas como Cássio M’Boy, Mestre Sakai e Assis do Embu, a cidade consolidou sua vocação para as artes. A Feira de Arte e Artesanato, iniciada em 1969, transformou o Centro Histórico em um polo de atração turística e cultural.
- Embu das Artes já foi simplesmente “Embu”, mas teve seu nome alterado oficialmente em 2011 para “Embu das Artes”, em reconhecimento à sua forte vocação artística e cultural.
- A cidade atraiu artistas e hippies nos anos 60, que começaram a expor seus trabalhos nos finais de semana, dando origem à feira.


2 – Viela das Lavadeiras
A Viela das Lavadeiras é um dos cantinhos mais encantadores de Embu das Artes. Fica entre as ruazinhas de pedra do centro histórico e tem como marca principal os murais coloridos e as casinhas floridas. Por isso, apesar de pequena, essa viela tem uma atmosfera super poética!
O nome vem de um costume antigo: ali passava um córrego onde as mulheres lavavam roupas, muito antes de Embu ser o polo de arte que conhecemos hoje. Com o tempo, o lugar passou por uma revitalização, e os artistas locais transformaram as paredes em um corredor de arte a céu aberto, homenageando as lavadeiras e a cultura popular.

DICAS:
- Vá durante o dia, de preferência pela manhã, porque a luz bate mais bonita nas paredes coloridas.
- A viela é pequenininha, então dá pra incluí-la facilmente no passeio pelo centro histórico.
- Aproveite pra visitar as lojinhas de arte e ateliês nos arredores, e se quiser um café, tem várias opções charmosas a poucos metros dali.


1 – Basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima
Um pouco afastado do centrinho de Embu das Artes fica uma das joias dessa região: a Basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Também conhecida como Basílica dos Arautos do Evangelho, essa é uma igreja monumental que impressiona logo de longe com suas torres pontiagudas, vitrais coloridos e jardins impecáveis. O visual mistura arquitetura neogótica com toques medievais, por isso é comum ter a sensação de estar em outro país!

A Associação Arautos do Evangelho, um grupo católico que se originou no fim dos anos 1990, começou a construção do templo nos anos 2000. A conclusão só aconteceu em 2008, com a consagração da basílica à Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Desde então, tornou-se um ponto de peregrinação e um dos santuários mais visitados da região metropolitana de São Paulo.
DICA: Aos fins de semana, há missas solenes com música sacra ao vivo, que são emocionantes mesmo pra quem não é religioso.

Enfim, gente, eu sei que pra nós, brasileiros, São Paulo (ou a Grande São Paulo) não costuma figurar entre os destinos dos sonhos… No entanto, eu espero que, depois de compartilhar com vocês essas 7 atrações de Embu das Artes, vocês se animem a dar uma chance pra esse destino tão diferente das rotas populares nos arredores da capital paulista!

