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Phnom Penh – Um guia das principais atrações de Phnom Penh

As atrações de Phnom Penh revelam uma cidade marcada por contrastes: templos budistas lindos, palácios dourados, mercados caóticos e memórias pesadas do regime do Khmer Vermelho. É intensa, autêntica e cheia de histórias pra contar. Então, vem comigo espiar o que pra fazer na capital do Camboja!

Ficha Técnica de Phnom Penh

A cidade surgiu no século XIV e, segundo a lenda, foi fundada por uma mulher chamada Penh que encontrou estátuas de Buda dentro de um tronco à deriva no rio: daí o nome Phnom Penh, ou “Colina da Penh”. No entanto, só se tornou capital oficial do reino no século XV. Ao longo do tempo, passou por muitos períodos turbulentos, como, por exemplo, a dominação francesa, a guerra civil e o regime brutal do Khmer Vermelho.

População (2023): 2.281.951 habitantes

Área: 679 km2

Quando fomos: Janeiro

Temperatura média na época: de 30 a 34 graus de dia e de 23 a 25 graus à noite

Quanto tempo ficamos: 2 dias e 2 noites

Quando estivemos em Phnon Penh - Magu Mathias

Mapa das principais atrações de Phnom Penh

Antes de mais nada, encontrei esse mapinha que mostra onde ficam as principais atrações de Phnom Penh.

Principais atrações de Phnom Penh

Palácio Real

O Palácio Real é um dos cartões-postais mais icônicos de Phnom Penh. É a residência oficial do rei do Camboja, embora ele nem sempre esteja por lá. Além disso, ele impressiona com seus telhados dourados e arquitetura típica khmer. Por fora já é lindo, mas por dentro tem jardins bem cuidados, salões cerimoniais e a famosa Pagoda de Prata.

Pagoda de Prata

  • O piso da Pagoda de Prata pesa mais de 6 toneladas de prata pura, isto é, cerca de 5.000 peças!
  • O nome local da Pagoda de Prata é “Wat Preah Keo Morakot”, ou seja, “Templo do Buda de Esmeralda”, assim como o famoso templo em Bangkok.
  • Durante o regime do Khmer Vermelho, muitas relíquias foram saqueadas ou destruídas, mas várias peças importantes da Pagoda foram escondidas e sobreviveram.

Museu Nacional do Camboja

O Museu Nacional do Camboja é o principal museu de arte e arqueologia do país. Fica num prédio lindíssimo, de estilo tradicional khmer, e abriga a maior coleção de artefatos do Império Khmer do mundo, com destaque para estátuas, esculturas e objetos que vão do século IV até o século XIII.

Museu Nacional do Camboja - Phnom Penh Post

CURIOSIDADES:

  • Parte do acervo vem de Angkor Wat e, obviamente, de escavações feitas ao longo de décadas.
  • Durante o regime do Khmer Vermelho, o museu foi fechado e ficou praticamente abandonado. Só reabriu nos anos 80.
  • George Groslier, o fundador, também era pintor e lutou para preservar a cultura khmer em meio à dominação francesa.

Wat Phnom

O Wat Phnom é um templo budista que fica no topo de uma colina no centro da cidade: e o nome literalmente significa “Templo da Colina”. É um dos pontos mais antigos e sagrados de Phnom Penh, cercado por jardins, escadarias com “nagas” (as serpentes míticas) e muita história local.

CURIOSIDADE: Segundo a lenda, o templo foi fundado em 1372 por uma senhora chamada Daun Penh, que encontrou estátuas de Buda dentro de um tronco de árvore trazido pelo rio Mekong. Ela mandou construir o santuário no alto da colina, e a cidade acabou ganhando seu nome a partir dela: Phnom Penh = “Colina de Penh”.

Wat Phnom Phnom Penh - Green Era Travel

Monastério de Wat Ounalom

O Wat Ounalom é considerado o centro espiritual do budismo no Camboja. É um complexo grande e tranquilo, com vários edifícios, estupas e monges circulando pelo local. Apesar de ser menos turístico que o Wat Phnom, ele tem um peso religioso muito maior, e é um ótimo lugar pra entender melhor a cultura budista cambojana.

Monastério Wat Ounalom Phnom Penh - Pinterest

CURIOSIDADE: Foi sede do Patriarca Supremo do budismo Theravada no país (tipo o “Vaticano” do budismo) e guarda uma relíquia sagrada, um suposto fio da sobrancelha de Buda.

Monumento da Independência

O Monumento da Independência é uma torre em forma de flor de lótus que fica bem no coração de Phnom Penh. Ele marca a libertação do Camboja do domínio francês (conquistada em 1953) e também serve como memorial aos mortos em guerras. Fica no cruzamento de duas avenidas importantes e é impossível não notar sua estrutura elegante e simbólica.

Monumento da Independência Phnom Penh - Angkor Focus Travel

Mercados de Phnom Penh

Mercado Central

O Mercado Central (Phsar Thmey) é um dos mercados mais movimentados e icônicos de Phnom Penh, famoso tanto pela sua arquitetura quanto pela variedade de produtos. Fica num prédio amarelo em formato de cúpula art déco, com corredores que se estendem como braços. Lá dentro, você encontra de tudo: joias, eletrônicos, roupas, flores, comida de rua, lembrancinhas e até peixe fresco.

Mercado Russo

O Mercado Russo (Tuol Tom Poung Market) é um labirinto de lojinhas que vendem de tudo: roupas, tecidos, antiguidades, lembrancinhas, eletrônicos, peças de motos, artesanato, comida e até utensílios de cozinha. É mais apertado, quente e caótico que o Mercado Central, mas tem preços melhores e uma vibe mais local.

Mercado Russo Phnom Penh - South China Morning Post

CURIOSIDADE: O apelido “Mercado Russo” surgiu nos anos 1980, quando a maioria dos estrangeiros que frequentava o local eram soviéticos: diplomatas, técnicos e conselheiros que viviam em Phnom Penh na época. O nome pegou, e até hoje os locais chamam assim, apesar do nome oficial ser Tuol Tom Poung Market.

Phnom Penh Night Market

O Phnom Penh Night Market é um mercado noturno popular entre locais e turistas, cheio de barracas com roupas, souvenirs, acessórios e principalmente comida de rua baratinha e deliciosa. Fica ao ar livre, perto da beira do rio, e tem uma vibe animada, com música ao vivo em alguns dias e tapetes no chão onde os visitantes sentam pra comer.

DICAS:

  • Vá com fome e prove os petiscos locais: skewers (espetinhos), noodles, bolinhos fritos, frutas com sal e pimenta.
  • Leve dinheiro trocado, porque a maioria das barracas não aceita cartão.
  • Vá no comecinho da noite (entre 18h e 20h) pra pegar movimento, mas sem lotação máxima.
  • Se você tiver sorte, vai pegar algum dos shows com artistas locais ou karaokês espontâneos no palco do mercado.

Riverside

O Riverside (Sisowath Quay) é o calçadão beira-rio mais famoso de Phnom Penh, onde o rio Mekong encontra o Tonlé Sap. É o coração da vida pública da cidade, com palmeiras, bancos, gente caminhando, monges, tuk-tuks e uma mistura de turistas e locais. Cheio de restaurantes, cafés, bares e mercados próximos, é onde a cidade “acontece” quando o sol se põe.

Sisowath Quay Phnom Penh - Timbuktu Travel

DICAS:

  • Vá no fim da tarde, quando o calor diminui e o pôr do sol sobre o rio é lindo.
  • Muitos bares da orla têm varandas com vista pro rio: ótimo pra um drink ou jantar.
  • Nos fins de semana, é certo que você vai encontrar artistas de rua e um clima super animado.

Passeio de barco pelo Rio Mekong ou Rio Tonlé Sap

Os passeios de barco pelo Mekong ou Tonlé Sap são uma forma tranquila (e super charmosa) de ver Phnom Penh de outro ângulo. Os barcos saem da orla da cidade, principalmente da região da Riverside (Sisowath Quay), e navegam pelos dois rios, dependendo do trajeto e do nível das águas. Há passeios em barco tradicional de madeira, barco-restaurante ou até em cruzeiro com jantar.

Passeio de Barco em Phnom Penh - Go beyond asia

Museu do Genocídio de Tuol Sleng (S-21)

O Tuol Sleng Genocide Museum é o antigo centro de tortura e prisão política mais temido do regime do Khmer Vermelho. Antes de virar prisão, o prédio era uma escola secundária. Quando o Khmer Vermelho tomou o poder, em 1975, transformou o local no maior centro de detenção e tortura do país.

Mais de 18 mil pessoas passaram por lá: a maioria acabou executada nos Campos da Morte (Killing Fields). Por isso, a visita é impactante: celas, instrumentos de tortura, fotos das vítimas e depoimentos mostram a brutalidade do período de 1975 a 1979.

DICAS:

  • Vá preparado emocionalmente, pois o conteúdo é forte e pesado.
  • Use o audioguia: ele traz contexto histórico e relatos poderosos.
  • Combine a visita com os Killing Fields de Choeung Ek, se quiser entender melhor todo o ciclo do genocídio.
  • Este não é um lugar pra trazer crianças pequenas ou pessoas muito sensíveis.
  • Você pode tirar fotos, mas tenha o mínimo de bom senso e não faça selfies. Afinal, é um lugar de memória e respeito.

Killing Fields de Choeung Ek

Os Killing Fields de Choeung Ek são um antigo campo de extermínio do regime do Khmer Vermelho. Durante o regime de Pol Pot, entre 1975 e 1979, mais de 17 mil prisioneiros da prisão S-21 (Tuol Sleng) foram levados até Choeung Ek para serem executados. Por questões de economia, os assassinos usavam instrumentos improvisados, sem armas de fogo.

Após a queda do regime, o local foi descoberto com massacres sistemáticos evidenciados. Desde 1988, o local funciona como memorial, com áreas preservadas, covas coletivas, restos de roupas visíveis no solo e uma estupa de vidro com crânios das vítimas. É uma visita silenciosa e pesada, mas (MUITO) necessária.

Killing Fields de Choeung Ek Phnom Penh - Pandaw Cruises

DICA: O local fica super longe do centro da cidade, algo em torno de 45 minutos de tuk-tuk. Por isso, negocie o preço (de ida e volta) antes de embarcar, e combine com o motorista pra ele te esperar pra voltar (algo super comum).

CURIOSIDADES:

  • A estupa memorial central guarda mais de 5 mil crânios reais, organizados por idade e gênero.
  • Durante a estação chuvosa, fragmentos de ossos e roupas ainda emergem do solo.
  • Mais de 300 campos de extermínio semelhantes existiram pelo país: Choeung Ek é apenas um dos maiores e mais bem preservados.
Killing Fields de Choeung Ek Phnom Penh - Law & Liberty
Crânios expostos nos memoriais de Choeung Ek em Phnom Penh – Law & Liberty

Projetos Sociais de Phnom Penh

Phnom Penh não é só templos e memórias difíceis: a cidade também é um centro vibrante de projetos sociais, que trabalham duro pra reconstruir o país e dar suporte a quem mais precisa. Muitos desses projetos se abrem ao público por meio de restaurantes, lojas, cafés e oficinas artesanais. Ou seja, visitar e consumir nesses lugares é uma forma direta de ajudar e entender o impacto que ações locais têm na vida de crianças, mulheres e sobreviventes da violência.

Após o genocídio, o país ficou devastado, porque, além das milhões de vidas perdidas, estruturas sociais ficaram destruídas. Desde os anos 1990, várias ONGs, fundações e empreendedores sociais cambojanos começaram a atuar para educar, capacitar e proteger populações vulneráveis. Muitos desses projetos viraram referência no Sudeste Asiático, unindo impacto social com experiências incríveis pra quem visita.

Exemplos de projetos sociais em Phnom Penh

  • O Friends Restaurant é um clássico de Phnom Penh: comida deliciosa, feita por jovens em formação, com renda revertida pra educação e apoio a crianças vulneráveis.
  • Visite a Friends ‘n Stuff, loja anexa que vende produtos feitos por mães solo e sobreviventes de violência.
  • Dentre os restaurantes com uma “boa causa”, estão: Sugar’n Spice Café (ajuda meninas vítimas do tráfico sexual), Hagar (apoia meninas que foram abusadas) e o Le Lotus Blanc (ajuda crianças que vivem em lixões).
  • O Daughters of Cambodia é um café e boutique que apoia mulheres vítimas de tráfico e exploração.
  • Outros estabelecimentos “humanitários” são, por exemplo, o KeoK’jay (que apóia mulheres com HIV), Rajana (formação profissional da população carente) e o Watthan Artisans (que cuida das vítimas de minas terrestres e pólio).

Enfim, gente, eu sei que pra nós, brasileiros, não é tão comum ir lá pra aquelas bandas do planeta… Dito isso, eu espero que, depois de compartilhas com vocês só um gostinho das atrações de Singapura, você se animem ainda mais pra encarar um voo (bem) mais longo e conhecer esse destino sem igual!

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